Eu costumava conversar com uma garota na escola por horas.
As vezes as coisas não iam tão bem e conversávamos fora da escola também.
Talvez ela procurasse algo novo e eu só procurava não ser o mesmo bisonho de sempre.
Hoje nem lembro sobre o que eram nossas conversas, se sentíamos saudade de verdade ou se já era o apego emocional a coisas impossíveis; nós.
Fui até seu encontro numa noite, podia ter dito não, podia ter passado menos do ponto, podia concluir tantas coisas diferentes, ter me deixado ir, mas a gente escolheu sentar num banquinho. Ela vestida com um justo vestido preto e pernas cruzadas sobre as minhas.
O que era dito nem tinha tanta importância, tanto que logo estávamos de pé nos abraçando, entre carinhos no pescoço com seu nariz.
Nem eu sabia mais se isso era um jogo, desejo ou um deslize.
O tempo passou e nunca mais nos vimos, falamos ou pensamos um no outro.
Não falo por mim.
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