domingo, 30 de outubro de 2011

Alô, hein!

Shine OST - Tell me a Story, Katherine ( sugestão: ponha para repetir, vale a pena)


"EU TE AMO COMO O TANTO DE PONTOS QUE TEM NUMA RETA....
e.. meu amor por vc so vai acabar quando duas retas paralelas se encontrarem.. XPPP~"


"Em linha reta era difícil de seguir devido à enebriante lembrança que nos fazia atropelar nossa eterna condição de amantes. As músicas, de tanto tocarem, machucaram o local exato do nosso amor e deixaram a torturante sensação de incurável. Tropeçar já não era um problema, o verdadeiro desafio era a estrada sinuosa do passo à passo diariamente. "


"Liguei os motores da minha mochila voadora e subi, fui pra cima, eu só queria olhar de cima, te ver do tamanho de uma formiga pra ver se conseguia acreditar que aquela falta, aquele doce, aquele jeito insolente de passar pela sua casa, na hora de ir treinar, podia se resumir, diminuir."


"Fiz quase tudo, arrumei a mesa, mudei os móveis, troquei as cortinas velhas por umas com um tom mais alegre. Eu queria deixar as tardes sacais, menos desconfortáveis. Cozinhei um jantar, preparei um doce de morango com açúcar suficiente pra adoçar alguns beijos. Fiz quase tudo, mas não fiz tudo. O que nos levou a um ponto crucial, onde eu tinha duas opções: ser perfeito ou começar a arrumar minhas malas e dar espaço para o próximo que ia tentar. Você era assim. Saudades."


Senti vontade e liguei para você no meio da noite, só queria me desculpar de tudo, sobre tudo. Claro, não devia ter demorado tanto, por que quando nos encontramos eu vi cacos, não conseguia mais te chamar pelo teu verdadeiro nome, aquele que só nós sabíamos. Você relutante, aceitou de mau gosto, afinal, depois desse tempo, você tinha entendido o que significava ficar sozinho. Quão torpe fui eu ao te pedir para não me ligar, não me procurar mais, por que eu estava com alguém e eu havia te dito que um dia isso ia acontecer, mas quão desonesto fui eu com meu próprio coração ao nunca mais tentar ficar com você, nos dias em que mais desejei ter você comigo. Eu fingi que não sentia sua falta por que já tinha quebrado tantas promessas, que não tinha mais cara para me desfazer da última, que se resumia a nunca mais pedir para voltar. Entre tantas dúvidas, cartas, desprezos que eu te fiz vivenciar, nenhum podia ser maior que aquele. Ele representava o meu profundo arrependimento que não tinha se calado. Naquela noite eu só quis um abraço, que você reconhecesse o meu desorgulho e o nosso amor, que eu não sei se acabou.

Lembro que você passou um tempo fora e quando voltou eu já estava tentando prosseguir. Mentira. Eu estava começando a forjar a maior camuflagem da minha vida. Você me ligou e disse que tinha trazido uns presentes, umas roupas, um boné. Eu, sempre muito curioso e tentando parecer forte, perguntei como estava. Notei em seu amoroso olhar, a dor que sentia em estarmos ali sem poder nos abraçar. Abri sua bolsa e vi uma cartinha, que me pedia além de desculpas um perdão e eu perdoei. Ah...eu te perdoei, como Deus tinha me ensinado, e eu sempre perdoaria até o fim, por que eu te amo.

"por favor, nunca mais me deixa...por que dói" Essa frase nunca fez tanto sentido, como quando você denovo foi embora.

Eu tinha que conseguir seguir, as custas do que eu não tinha muita certeza, mas eu precisava move on, como você falava, estudar, trabalhar, crescer, te deixar viver. E eu sacrifiquei com tanto talento a sua permanência, que não foram uma ou duas vezes que você me deu a chance de me arrepender por tudo aquilo que um dia lutou e eu não demonstrava nenhum interesse em lutar a mesma guerra. Mas pra quê? Oh, Deus, por que eu deveria lutar por alguém que não mais queria ficar comigo, a dor ia ser tamanha se ainda estivessemos próximos hoje e naquele tempo. Me pergunto se eu teria conseguido te deixar partir e se você teria conseguido ir.

Agora, calibrando alguns pneus velhos e sofridos, tento caminhar com essa intensa lembrança.
Ah, se eu pudesse me desfazer da dor, quem dera. Ninguém te substitui, viu? Ninguém.
Já tentei, já chorei, já quase tudo, e não dá, simplesmente não dá.

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