domingo, 15 de maio de 2011

Came here to talk..

Eu sempre penso que você vai entender. São muitos mas, muitos pois, muitas explicações.
Tento me negar, me desfazer dos verbos mais recorrentes. Eu vim pesado pra esse espaço e busco uma carona de volta. vocÊ deveria saber que eu não sei seguir sem alguns entraves. Dependo dos meus olhos verdes, dos meus dedos tortos.
Já não mais existem poemas, as pessoas se excluem se incluindo em fantasias digitais, se protegendo em suas muralhas virtuais. Já foi o dia em que se fala rebuscadamente para atingir algum tipo de sentimento guardado. Hoje já não se entende falando em sensações. Agora o que se
entende são ligações eletromagnéticas, sensações forjadas à palavras coloridas.
E todos os passos que nós damos nos levam aos nossos maiores erros. Podemos corrigir ou consertar, é um risco que corremos. E se você pudesse decidir que não quer mais ficar?
Sei o que é o certo, mas e se você pudesse assumir que esteve perdido esse tempo todo e virou um enlatado igual a todos na vida. É preciso ter estilo para usar algo brega nos dias de hoje...mas sempre vamos parecer brega. A repetição dos nomes, a nossa influência pelo medo, a autosugestão pra uma vida que realmente não é a nossa. Tentamos o nosso melhor e pouco construímos com qualidade e substância.
Não sou eu, é você. O problema nunca foi as minhas ou suas expectativas. O mundo é complicado. Nos sentimos cansados, não conseguimos dormir.

Ao botar a cabeça no travesseiro e espiar pela janela o céu, com estrelas ou não, nos perguntamos onde estão os nossos. Olhamos para o lado e nos questionamos sobre as nossas vidas, escolhas, mas tentamos conviver com os trilhos que seguem. Internamente lutamos para não acreditar que estamos bem abaixo do que sonhávamos. Faz 10 anos, 5 anos, 3 meses...que novamente as coisas se repetem. Embora tudo pareça perdido nós encontramos maneira de perseguir os nossos tão pequenos passos de todo dia.

Jamais vou querer isso para mim, quero dar passos largos do tamanho dos meus sorrisos de alegria. Quebrar cordas, romper os sons. Torço alto, boto para fora minhas dores e recebo mil amores. Aguento batendo de frente e não desviando.
Não há nada que possa ser recolocado no lugar daquilo que se foi....

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