"se não há nada após a vida, de que me serve os amigos? por que eu preciso saber de vocês, e me abrir pra vocês? pedra sobre pedra construímos verdadeiros abismo, já que não vamos pra lugar algum. você realmente vive pra ser lembrado após 200, 300, 1000 anos?
mas que vidinha, essa sua. e o amor? são coisas que eu não entendo...
se eu te dou uma rosa e você guarda ela pra sempre significa alguma coisa? eu preciso ter uma explicação melancólica pra tudo na vida? cara, do que serve tudo se eu não vou pra lugar nenhum depois disso? "
é inconsistente escrever sem maiúsculos, mas não ouso dar às minhas palavras um tom maior do que elas merecem, um tom azedo e desacreditado, descreditado. conforme você vai escapando, o amor te prende a razão e não o contrário. a razão não te leva ao amor, mas o inverso acontece.
como um anagrama, posso escrever muitos nomes, muitos rostos, muitos distantes. no fim poderemos contemplar grande parte dos nossos sonhos que não realizamos, agora é tudo tão rápído, fugaz, efêmero que o sonho muda de acordo com a dissonante tristeza. ao buscar alguém que te ama, não busque quem pode ser pura expectativas...por que no final a gente desperta, é assim. no final a gente percebe e não pode mais escapar...é contar com a boa vontade de alguns que sempre estiveram ali. me coloco no lugar desses que sempre estiveram no patamar da preocupação. não sou salvo, não só salvo. quero ligações interpessoais que possam me levar a debater minha vida e suas vidas...quero crescer com pessoas que queiram crescer comigo. o amor incondicional que eu tenho me leva a sempre guardar vocês aqui, como partes de mim.
vocês são meus dedos que me motivam a tocar, e toco pra vocês...meus pés caminham por tortuosos labirintos da sua vida...meu olhos te contemplam como se fossem meus pequeninos.
tentem agir como Deus...mas nunca tentem se igualar a Ele.
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