Como de costume, meio dia e meia deitei e botei minhas amarguras em evidência.
Ali, de olhos fechados, o sono me pegou.
Quando dei por mim, estava em paralelo, visitando uma mera possibilidade.
De vestido preto curto, ela esperava de costas ao pé da macieira.
Distraído eu vinha pela esquina e dei com o coração apertado numa ponta de faca.
Meus pés perderam o chão, minhas mãos gelaram, meu corpo foi parar longe de mim.
Ela virou e, sem dizer nada, abriu os braços pra um abraço.
Encaixou, eu sorri em seu pescoço, nada foi dito.
Me afastei e ela disfarçou ao telefone com alguém.
Dois minutos depois acordei e eram duas horas.
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