Fico horas na frente da tela traduzindo os meus dias. As vezes eu acerto o que dizer, as vezes erro tragicamente. E assim, repito as mesmas frases em outros contextos e os mesmos desejos de um outro jeito.
Tem hora que me revolto sozinho, que me pergunto porque ninguém é assim como eu, que fala tudo que pensa, que não deixa nada em surpresa. Detesto a ânsia, ela me dá cólica, me dá medo de morrer. Conto tudo logo na primeira, não me apaixono por pouquinhos. Me dê tudo, se avesse, me pergunte, eu respondo em segurança e sei guardar segredos, até os nossos.
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