Com essa mania tosca de por em evidência meu passado, pessoas e amores,
escrevo diante de um espelho, olhando fixamente meus próprios olhos e perguntando o que quero dizer com o monte de bobagem que vivo dizendo.
Então mergulho em pequenas verdades, alguns pedacinhos de um eu que nem existe mais, que foge do tempo e que eu nem mais entendo.
Daí me perguntam porque não falei sobre isso antes e eu nem sei, sabe.
Diante dessas questões eu sou como uma casa vazia, com luzes apagadas e um quarto no porão que não visito com medo do monstro que escondo.
E como eu sei que isso é uma verdade?
Por que essa dose de sinceridade tem dado profundos golpes em mim, pois já nem sei mais pra que dar esse melhor de mim.
Pareço um bobo quando revelo meus pensamentos pra alguém que nem me conhece e talvez nunca me entenda ou queira entender.
Mas também nem precisa entender, é assim o curso da vida.
Um mistério que nem eu mesmo posso revelar; por não saber.
Um reflexo que nem eu mesmo quero enxergar.
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