The Raconteurs - Consoler of The Lonely
"Aaahhh!!"
Dá pra medir o tanto de interesse que temos numa pessoa, pela distância que é preciso percorrer até ela. Teve um tempo que conheci uma garota bacana, animada, andava com a galera da banda e, logo de cara, a gente se deu bem demais. Num momento diferente as coisas teriam sido diferentes, mas naquele elas aconterem como deveriam acontecer. Naquele momento, ambos estavámos meio de saco cheio dos dias, das noites e das pessoas. Queríamos quase as mesmas coisas e nos apegamos a esse quase pra ligar os motores. Comentei sobre meu blog, ela leu e comentou. Eu falava sobre o passado e ela me ajudava ouvindo e me deixando bem. Eu gosto de atenção e nos dávamos toda possível.
Ela morava longe pra caramba de mim, mas eu tinha interesse em percorrer aquela distância. Outras que moravam mais perto não me deixavam tão animado e curioso. A distância é importante nisso tudo, por que daqui pra lá eu levava uns 25 minutos, o que me fazia acreditar que se algumas coisas podem mudar num piscar de olhos, aquela com ela, precisaria de mais que um cronômetro pra definhar.
Como todo humano com defeito, eu confiava que as coisas dariam certo, mesmo se ficassem tão diferentes do que nos fazia tão especiais, um pro outro. Em outro lugar, com outra conotaçao, isso pareceria um grande equívoco, mas os relatos e constatações nada mudam os fatos. Certas mudanças são como luvas, outras como óculos de mergulho.
Uma noite neguei um beijo e numa outra noite precisei ir embora com pressa, sem dar maiores explicações. Nunca precisei explicar nada. Nosso romance tinha o tanto certo de confiança e desapego, mas que mentira, tudo era apegado demais e com partículas muito íntimas de desejo e ansiedade.
Por mais que adore desfechos, me recuso a buscar um pra isso tudo. Sem desfecho revejo as frases, esperas, desejos, tremores e anseios, escrevo e viro gente. Quem sabe ela passa por aqui e eu deixo de fantasiar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário