quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Platônico
"Os mais espessos barbantes, que em guerra de cabos as mãos nos deixam calejado, Ah! O amor adversário da razão."
Quero dizer sem mais nem menos que deixei faltar palavras pra completar as frases, que deverias entender que quanto mais se ama, maior irreverência, maior a dúvida, que dirá o desprezo que parece vir de encontro com meu peito. Tristeza me causou. Restou um traço pelas ruas, um carnaval de gente que nem se vê, que se beija, se abraça, se perde em marchinhas de amor.
Desejo que a esperança nos faça contentes, mas são grandes as promessas e a gente nem sabe viver pra fazer. Derramei meio copo de cheirinho, do seu dengo do meu lado e, nos seus fundos olhos e negros, lábios, boca e mãos, minha tristeza foi pra te dizer que sem você não dá meio trago, meio dia, meia noite, meio rio, meio choro.
Depois será tarde, ainda mais que agora. Estrela passa, um novo amor, mas nada de esquecer, não sou de esquecer e ir assim, seguir. Fotografei um canto, um toca-discos, no chão jogado no canto logo ali depois de mim, no porta-retrato pálido em que cantava sua pele amarga. Homem de bem não trai, não morre sem amar, sem verdades de rinha-coração. Homenagem aqui na areia, lembro de você. Na madrugada aponto sua graça e nem percebe, me desaponta. Insensato, fiz sem cuidado tortos versos, trópegos, indelicados, desalmados.
É vento semeado, tempestade. Rebenta chão, razão, meu coração que nunca foi por ti amado.
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