Kings of Convenience - Sorry and Please
Talvez ela estivesse dizendo aquilo pra mim e, como sempre, eu escolhi que não. Tomei como fato, não como desculpa, as vezes que tentei conversar por mensagens e fiquei sem respostas, quando assumiu ser péssima em conversar sem olhar. Eu também, mas como poderia saber se nunca conversamos.
Era um distante com tanto jeito de próximo, que hora eu pensava em me afastar, hora em arriscar e chamar pra conversar e falar tudo que me deixava sem chão.
Talvez ela não estivesse dizendo aquilo pra mim e a coisa do platônico que estava me deixando confuso.
Amor platônico é assim, quanto mais você gosta da pessoa, mais você pensa que a pessoa não gosta de você. Quanto mais você chama pra perto, mas ela se afasta. Era só um outro compromisso, mas você teimava em levar pro lado pessoal. Era só muito tarde da noite, mas você escolhe acreditar no quote mais estúpido e recalcado que existe: "quem gosta dá um jeito, quem não gosta dá uma desculpa".
5 minutos de sinceridade?
Podemos nos ver depois?
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
domingo, 13 de setembro de 2015
Um pedido
Kings of Convenience - My Ship Isn't Pretty
"it's a whole different story find a lover than find a mother for your children. I found both."
É bem deprimente conviver com a ideia de que nunca vamos saber as razões de coisas como 'por que acabou' ou 'como faríamos para dar certo denovo', melhor ainda 'daríamos certo?'. Em exercício imaginativo, tentei me colocar diante de pessoas que, intencionalmente ou não, causei algum tipo de desconforto ou ponto em que questionaram suas vidas. Tentando visualizar de maneira imparcial as enúmeras falas e situações, fui escrevendo, no final de cada cena, o desfecho que minha mente daria pra'quilo e eu chorei bastante, sabe. Eu simplesmente não sabia como dizer por que não te abracei, provavelmente estava atrasado ou distraído pro rpg. Era uma razão tão boba pra não abraçar que hoje, quando a saudade do nosso amor aperta e percebo que estamos em 'segundo plano', nos aborreço com exigências e cobranças. Optamos pelo silêncio e chamamos isso de vida adulta, aceitamos essa condição e deixamos a montanha ali, amarga, cinza e perfeita. É o monumento do nosso fracasso como amantes e a prova surreal da nossa incompetência. Não há um nome pra isso.
Outra coisa que me fez ficar miúdo foram os maus tratos infantis aos meus pais. Hoje, que passa por mim um filho e um sentimento onde meu coração quase explode de tanto amor, não sei explicar meus abusos e impaciências com eles. Seco, severo e cético, fui deixando de acreditar na coisa mútua do que eles sentem, por tanto brigarem, cobrarem, reprovarem e julgarem as minhas brigas, cobranças, reprovações e julgamentos.
Dá pra pedir desculpas ainda? Antes eu tinha certeza que era o mais forte pra enfrentar esse tipo de coisa, mas sou menor que tanta coisa, tanta gente, tão arrogante o tempo todo, que perdi o humor, os amores e o seu amor. Nem lembro mais qual foi a última vez que agradeci, que chorei de alegria, que não quis algo em troca, que esqueci de mim e me peguei pensando em você(s), que era(m) você(s) a(s) minha(s) melhor(es) qualidade(s), melhor(es) sonho(s), melhor(es) pessoa(s), melhor(es) amigo(a)(os)(as).
Então, diante disso, quero te pedir uma coisa: Vamos conversar? Eu amo você!
"it's a whole different story find a lover than find a mother for your children. I found both."
É bem deprimente conviver com a ideia de que nunca vamos saber as razões de coisas como 'por que acabou' ou 'como faríamos para dar certo denovo', melhor ainda 'daríamos certo?'. Em exercício imaginativo, tentei me colocar diante de pessoas que, intencionalmente ou não, causei algum tipo de desconforto ou ponto em que questionaram suas vidas. Tentando visualizar de maneira imparcial as enúmeras falas e situações, fui escrevendo, no final de cada cena, o desfecho que minha mente daria pra'quilo e eu chorei bastante, sabe. Eu simplesmente não sabia como dizer por que não te abracei, provavelmente estava atrasado ou distraído pro rpg. Era uma razão tão boba pra não abraçar que hoje, quando a saudade do nosso amor aperta e percebo que estamos em 'segundo plano', nos aborreço com exigências e cobranças. Optamos pelo silêncio e chamamos isso de vida adulta, aceitamos essa condição e deixamos a montanha ali, amarga, cinza e perfeita. É o monumento do nosso fracasso como amantes e a prova surreal da nossa incompetência. Não há um nome pra isso.
Outra coisa que me fez ficar miúdo foram os maus tratos infantis aos meus pais. Hoje, que passa por mim um filho e um sentimento onde meu coração quase explode de tanto amor, não sei explicar meus abusos e impaciências com eles. Seco, severo e cético, fui deixando de acreditar na coisa mútua do que eles sentem, por tanto brigarem, cobrarem, reprovarem e julgarem as minhas brigas, cobranças, reprovações e julgamentos.
Dá pra pedir desculpas ainda? Antes eu tinha certeza que era o mais forte pra enfrentar esse tipo de coisa, mas sou menor que tanta coisa, tanta gente, tão arrogante o tempo todo, que perdi o humor, os amores e o seu amor. Nem lembro mais qual foi a última vez que agradeci, que chorei de alegria, que não quis algo em troca, que esqueci de mim e me peguei pensando em você(s), que era(m) você(s) a(s) minha(s) melhor(es) qualidade(s), melhor(es) sonho(s), melhor(es) pessoa(s), melhor(es) amigo(a)(os)(as).
Então, diante disso, quero te pedir uma coisa: Vamos conversar? Eu amo você!
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
E agora que ficou só..?
The Raconteurs - Consoler of The Lonely
"Aaahhh!!"
Dá pra medir o tanto de interesse que temos numa pessoa, pela distância que é preciso percorrer até ela. Teve um tempo que conheci uma garota bacana, animada, andava com a galera da banda e, logo de cara, a gente se deu bem demais. Num momento diferente as coisas teriam sido diferentes, mas naquele elas aconterem como deveriam acontecer. Naquele momento, ambos estavámos meio de saco cheio dos dias, das noites e das pessoas. Queríamos quase as mesmas coisas e nos apegamos a esse quase pra ligar os motores. Comentei sobre meu blog, ela leu e comentou. Eu falava sobre o passado e ela me ajudava ouvindo e me deixando bem. Eu gosto de atenção e nos dávamos toda possível.
Ela morava longe pra caramba de mim, mas eu tinha interesse em percorrer aquela distância. Outras que moravam mais perto não me deixavam tão animado e curioso. A distância é importante nisso tudo, por que daqui pra lá eu levava uns 25 minutos, o que me fazia acreditar que se algumas coisas podem mudar num piscar de olhos, aquela com ela, precisaria de mais que um cronômetro pra definhar.
Como todo humano com defeito, eu confiava que as coisas dariam certo, mesmo se ficassem tão diferentes do que nos fazia tão especiais, um pro outro. Em outro lugar, com outra conotaçao, isso pareceria um grande equívoco, mas os relatos e constatações nada mudam os fatos. Certas mudanças são como luvas, outras como óculos de mergulho.
Uma noite neguei um beijo e numa outra noite precisei ir embora com pressa, sem dar maiores explicações. Nunca precisei explicar nada. Nosso romance tinha o tanto certo de confiança e desapego, mas que mentira, tudo era apegado demais e com partículas muito íntimas de desejo e ansiedade.
Por mais que adore desfechos, me recuso a buscar um pra isso tudo. Sem desfecho revejo as frases, esperas, desejos, tremores e anseios, escrevo e viro gente. Quem sabe ela passa por aqui e eu deixo de fantasiar.
"Aaahhh!!"
Dá pra medir o tanto de interesse que temos numa pessoa, pela distância que é preciso percorrer até ela. Teve um tempo que conheci uma garota bacana, animada, andava com a galera da banda e, logo de cara, a gente se deu bem demais. Num momento diferente as coisas teriam sido diferentes, mas naquele elas aconterem como deveriam acontecer. Naquele momento, ambos estavámos meio de saco cheio dos dias, das noites e das pessoas. Queríamos quase as mesmas coisas e nos apegamos a esse quase pra ligar os motores. Comentei sobre meu blog, ela leu e comentou. Eu falava sobre o passado e ela me ajudava ouvindo e me deixando bem. Eu gosto de atenção e nos dávamos toda possível.
Ela morava longe pra caramba de mim, mas eu tinha interesse em percorrer aquela distância. Outras que moravam mais perto não me deixavam tão animado e curioso. A distância é importante nisso tudo, por que daqui pra lá eu levava uns 25 minutos, o que me fazia acreditar que se algumas coisas podem mudar num piscar de olhos, aquela com ela, precisaria de mais que um cronômetro pra definhar.
Como todo humano com defeito, eu confiava que as coisas dariam certo, mesmo se ficassem tão diferentes do que nos fazia tão especiais, um pro outro. Em outro lugar, com outra conotaçao, isso pareceria um grande equívoco, mas os relatos e constatações nada mudam os fatos. Certas mudanças são como luvas, outras como óculos de mergulho.
Uma noite neguei um beijo e numa outra noite precisei ir embora com pressa, sem dar maiores explicações. Nunca precisei explicar nada. Nosso romance tinha o tanto certo de confiança e desapego, mas que mentira, tudo era apegado demais e com partículas muito íntimas de desejo e ansiedade.
Por mais que adore desfechos, me recuso a buscar um pra isso tudo. Sem desfecho revejo as frases, esperas, desejos, tremores e anseios, escrevo e viro gente. Quem sabe ela passa por aqui e eu deixo de fantasiar.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Platônico
"Os mais espessos barbantes, que em guerra de cabos as mãos nos deixam calejado, Ah! O amor adversário da razão."
Quero dizer sem mais nem menos que deixei faltar palavras pra completar as frases, que deverias entender que quanto mais se ama, maior irreverência, maior a dúvida, que dirá o desprezo que parece vir de encontro com meu peito. Tristeza me causou. Restou um traço pelas ruas, um carnaval de gente que nem se vê, que se beija, se abraça, se perde em marchinhas de amor.
Desejo que a esperança nos faça contentes, mas são grandes as promessas e a gente nem sabe viver pra fazer. Derramei meio copo de cheirinho, do seu dengo do meu lado e, nos seus fundos olhos e negros, lábios, boca e mãos, minha tristeza foi pra te dizer que sem você não dá meio trago, meio dia, meia noite, meio rio, meio choro.
Depois será tarde, ainda mais que agora. Estrela passa, um novo amor, mas nada de esquecer, não sou de esquecer e ir assim, seguir. Fotografei um canto, um toca-discos, no chão jogado no canto logo ali depois de mim, no porta-retrato pálido em que cantava sua pele amarga. Homem de bem não trai, não morre sem amar, sem verdades de rinha-coração. Homenagem aqui na areia, lembro de você. Na madrugada aponto sua graça e nem percebe, me desaponta. Insensato, fiz sem cuidado tortos versos, trópegos, indelicados, desalmados.
É vento semeado, tempestade. Rebenta chão, razão, meu coração que nunca foi por ti amado.
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