"Em composição..."
"Uma declaração de Amor, em que contar minha vida significa."
Eles vão crescendo no cantinho esquerdo, mas eu nunca sei quem é, quem são, o que querem, são os meu segredos. Passam devagar, espiando, entendendo, arruinando, detestando. Queria saber o que pensam, mas aqui sou eu, me entregando. Eu que penso, eu que digo, eu que minto, arranjo um jeito de disfarçar. Minha garota entende o silêncio, entende minha raiva, só ela me entende por que eu conto tudo, não do jeito disso aqui, de um jeito diferente. Eu conto sem as linhas, abro o coração, despejo o meu veneno, sem medo do perdão. São muitos calafrios, muitos são lembranças, outros são feridas ainda abertas de esperança. Traço vários planos de como me mudar, ela me ajuda, sabe, ela sabe amar. Já fiz tanta besteira, já fui em tanto lugar, mas nunca soube o meu valor, ninguém quis me comprar. Quem sabe um dia escreva 100 páginas de alegria, pra ver quantas curtidas tiro dessa minha vida. Quase sempre me pergunto onde iria se mudasse, perto, longe, embora, nada disso é verdade.
E sem querer ser chato, fiz das minhas cartas fogo, toquei naquela lata o meu maior desgosto.
Nublado fez-se chuva, no frio um cobertor, mas suas pernas lindas me deixaram ao seu dispor.
Você é minha cara, você é meu sossego. Você é minha ira, sina, medo, meu lampejo.
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