sábado, 17 de setembro de 2011

Metade do inteiro que eu sinto.

"Esse final de semana resolvi viajar um pouco, com os amigos, sabe. Coisa de homem, curtir uma praia, um poker, uma cerveja, uma noite virada, uma conversa. Quando você começa a enjoar do seu jeito de pensar, é só olhar pra outro lugar e tudo muda. É tudo uma questão de espaço amostral. "


Bem, nem todas essas palavras, nesse contexto, devem ser levadas ao extremo. Tem coisas que eu não digo nem a mim mesmo pelo medo de fazer das minhas idéias uma prisão. Tenho
pensado bastante em muitas emoções ultimamente. Uma delas tenho confundido com saudade, mas não poderia sentir isso por você. Nunca te perdi ou decepcionei, o que me dá uma certa vantagem no quesito pode ser.
No fim das contas, todo mundo tem o costume bobo e infantil de prometer ser o melhor, que o seu beijo é o melhor, que o seu cheiro é diferente, e o intrigante é que essas palavras, que não definem nada, tem poder nessa hora. Não quero dizer elas a você. Por que, com propriedade, quero falar da menina que eu, sem querer, me deixei gostar. Gostar é bom, sabe. E reciprocidade nem sempre. Se eu puder te dar mais do que você me dá com palavras, vou escrever muitos textos e revelar aos poucos que não tem como te esquecer quando venho até aqui digitar. Em outros momentos perco o fio e não te encontro dirigindo, jogando, estudando, trabalhando, projetando, mas creio que nessas horas, em que paro de pensar em você, Deus tem dedicado um tempo forjando esse sentimento. Te deixando curtir um pouco a vida, te espremendo um pouco o choro, por que, as vezes, ao chorar, parece que te espremem, bem aqui no meio da barriga. Então divirta-se, cure-se, alegre-se, liberte-se. Não me tenha como uma possibilidade, por que nessa hora você me perde. Tenha-me como uma razão, uma locação, um lugar, uma casa, um papo random que só te faz bem, por que o que sinto não pode te fazer mal(u), de nenhum jeito.



Houve um carnaval que resolvi viajar um pouco, ir ao paracuru com os amigos, beber, conversar sobre a vida, se deixar levar pela hora e virar a noite tocando violão, num poker, num bang, numa piscina. Sem imaginar que o improvável seria bem mais provável que nunca, você me apareceu lá, com seus amigos, seus amores, suas dores. E notei que mal começara e já era o fim. Não combinava com aquilo. Você era pra estar na mesa, rindo conosco, de tudo e de todos. Retornar o amor em forma de sorrisos. E sentir-se espremida não por choro, mas por risos.
Quem sabe agora, no momento, a sua resposta esteja vindo e ela te diga que não duvide, é para você e mais ninguém.

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