quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dias como esse me deixam assim.

John Mayer - Love Song for No One


"Insistir naquilo, foi de longe a comparação mais inútil com as coisas que podem vir a existir e o que já foi selado que não existem. Tem horas que você até quer que suas palavras, pesadas, carregadas de verdades, mudem o mundo, o coração, a vida ou a concepção sobre o amor de alguém, mas isso acaba caindo no profundo limbo, sabe por que? Por que quem quer amor precisa amar antes."



Durante basicamente toda aquela tarde, pensei em você. Falhei em ser surpreendida por ti. Ah, que saco. Eu nem imaginei que era isso que eu precisava, alguém que tivesse esse ímpeto de enfrentar certos comodismos e vir até mim, seja lá de que maneira, e pegar a minha mão, olhar nos meus olhos e dizer aquelas coisas sem jeito que só se diz quando o coração não sincroniza com as idéias. O tipo de coisa que não precisa pronunciar, pois a atitude já fala por si só. Bom, eu poderia dizer não pra mais essa tentativa desesperada da vida me amarrar à alguém, mas sabe de uma coisa, dessa vez não. Cheguei num ponto em que posso pegar certos retalhos e jogar fora, por que não servem mais e remendar algumas coisas não vão me tornar alguém melhor. Esse alguém, quem quer que é/seja, não precisou me levar flores, me apresentar um mundo mágico, pular de roupas no mar do reveillon e fazer um pedido por mim, não. Esse alguém me abraçou sem precisar me tocar, me fez sorrir sem contar nada engraçado, me fez sentar mais próximo à janela pra vê-lo chegar, me fez deixar o relógio em casa e atrasar o do meu celular, o tempo não passava e tudo que eu queria era chegar logo em casa. Eu poderia estar sozinha, trancada dentro de mim, e eu estava. Podia estar sozinha, mas segura, me deixando levar pelo mar das complicações e sentar no final de semana com as amigas pra discutir que homem não presta, que relacionamentos são difíceis, que conhecer alguém interessante é impossível nessa cidade. Isso é terminar antes de começar e eu não queria mais isso. De verdade, nem quero mais pensar em terminar. E de certa forma amedrontadora, não me restam muitas opções. As minhas cartas, as que eu escolhi pra jogar esse baralho, são você, eu, agora, sim, juntos. Já não chorava há muito tempo, o que me fez crer que não restaram lágrimas em mim, mas agora quando escrevo isso ou até mesmo quando leio, vejo que estava enganada. Até nisso você me transformou, numa menina chorona, carente e com saudades. E eu gosto disso, de verdade. Precisar voltou à minha vida.

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