Imaginando nas nuvens nada vi. Seja por que me falta o que ver ou imaginação,
os monumentos que eu conseguia enxergar não se formam mais. Eram castelos, grandes bichos,
girassois, mas apesar de tudo isso somos criativos. Deixo de ver nuvens e sinto nas formas uma vida, uma possibilidade de correr até lá e construir mais, sonhar mais.
E o passado, que outrora foi uma dor, já não dói mais.
Somos rimantes, eloquentes, engasgados. Já fez mais frio, sem agasalho, fez mais medo,
no escuro. Agora ando nas escadas, com tudo apagado, não mais me encontro tão menino,
tão perdido, desgraçado.
O meu sorriso te intimida e o teu me deixa tímido, será que pronto estou pra ver
agora em ti uma menina?
Desapegado fui com tantas coisas que nem sei mais lembrar por quantas eu deixei de lado.
Só me recordo agora dos bonecos que ficaram em caixas já jogadas no telhado.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
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