De tanto apertar, de tentar remendar, de olhar praquilo e dizer que tá torto, penco, sujo, mal tratado, o recipiente nunca mais conseguiu enxer.
Não é que ele tenha ficado seco ou inútil, mas ele não tinha mais condições de permanecer sendo um recipente.
Ele resolveu ser diferente, tentar a vida como caixa, como copo, como vinho, como nada.
Amarelou dentes, envelheceu espelhos e fotos, rachou pinturas e nada.
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