quarta-feira, 31 de março de 2010

Aperto

Nossa, o que é isso? tá me dando um aperto tão grande. Do nada eu me senti reduzido ao som de uma turbina de avião, voando lá pro corvodado e sendo bandejada pra um completo "desconhecido". Ainda que eu pudesse evitar, não seria algo bom, pra ninguém, nem pra mim.
É tipo uma contagem regressiva para para um momento que eu não estou afim de que chegue.
Quem me dera ter um piano agora. Queria ficar uns 3 dias acordado, tocando debussy. Mas será que tocar iria me libertar dessa verdade incondicional, de que eu sinto falta? Me perguntam por que eu estou ansioso, é por causa disso. Sou um parasita de fortes emoções agora, e eu quero um novo amor. Alguém com quem eu possa conversar e não use o que eu disse contra mim. Alguém como o Renato Russo fala: Daqui vejo seu descanso/Perto do seu travesseiro/Depois quero ver se acerto/Dos dois quem acorda primeiro.
Ser sozinho é ótimo. Tão ótimo que dá vontade de estar junto de alguém pra me acompanhar ali na esquina.

Por que?

No momento que vem a felicidade, a realização, em que as portas se abrem pra você, uma oportunidade de aprender algo novo, aqueles que mais deviam lhe apoiar não o fazem.
Nossa, eu arrumo um pseudoemprego, na área da engenharia, com um bom salário, ótimo ambiente de trabalho, uma facilidade e uma networking bom, eles rejeitam essa realidade afirmando que eu não irei aprender nada.
Eu acho que se aprende em todo lugar e com todas as pessoas. Agora eu reconheco por que tenho tanto medo de fazer as coisas que planejo. Sempre me disseram que ia dar errado, que não era certo, que não e não e não...
Por que tantos nãos? A palavra certa é sim, sempre dizer sim, sempre sim, sim sim sim...
A gente só cresce quando resolve andar pelas nossas próprias pernas e confiar nas nossas decisões.
Alguém só valoriza o que é seu, se você acreditar no que é seu.
Quero acreditar que eu sou capaz de atingir meus objetivos, assim como vocês que nem me conhecem, me apoiam para buscá-los. Acreditem em mim, por favor...

Fiz ontem...ficou legal?

Expectativas

Somos o que esperamos, somos jovens e já tão amargos.
Sem pressa tudo demora. Então vamos apenas esperar.
Quem dera fosse angústia, quem dera fosse precipitação.
A única coisa que precipita de mim são anseios no meu coração.
Não há incômodo em ser sozinho, porém há sozinho um incômodo.
O meu antigo relógio juntou-se com todas as horas em uma só.
A hora do agora. Penso eu que mesmo dormindo por séculos,
jamais acordaremos no futuro, mas no presente.
Lembro do pé de siriguela que eu tinha em casa, pra perto de setembro
as frutas de verde, ficavam "de vez". Nem era maduro, nem verde.
"They are yellow...".
E conforme você me pede pra deixar viver, amadurecer,
mesmo com o azedo do verde e o tempo parado, mesmo com
as precipitações e os encalços, somos jovens e tão amargos.
Por que esperar, se já de tão terno, nossa semelhança nos virou
ao inverso?
Tenho que concordar, embora não queira, com o momento certo, entretanto
devo confessar: que de nada nosso "amor" será eterno.
Estou esperando...como sempre.

terça-feira, 30 de março de 2010

A hipocrisia no amor.

Já era de se esperar...

Como sempre, já era de se esperar uma rejeição. Os dias passam devagar quando a gente espera um contato. É desse tipo de dor que eu gosto. Ela magoa o tanto suficiente pra me dar paciência e esperança. Queria ver formas e não palavras, sons e não palavras, toques e não palavras.
Se tu tivesse menos vergonha já teria te encontrado, mas o medo de ser espetado me faz voltar.
Quero te ver, te conhecer, te encontrar, FcE.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Flor com Espinhos...

Lembro de Moça com Flor na Boca, imagem romântica, da paixão, do prazer.
E se essa flor tiver espinhos? Sangrando a boca, magoando e molhando a mulher.
Seja ela flor tão rara, ou sedenta de um beijo...
Seja ela flor tão linda, que eu pinto, eu desejo.
Vem abraço apertado, sua mão contra a minha.
Deixe um pouco do seu laço, guardarei a rosa fita.
Não pretendo esquecer, as palavras que me disse.
Mas não quero as viver, pois bandeja é bem mais triste.
Será que tu me entende, mesmo assim tão sem razão?
Será que tu me enxerga...? Tão cheio de paixão?
Essa flor não tem espinhos, retiraram pra cheirar...
inflamaram um amor, que não se pode consolar.
Sou que nem a "não me toque", quero um toque pra chorar.
Só por favor não se importe, quando o pranto terminar.

Continuo

Eu continuo muito triste. Venho tentando entender por que a dor em mim parece ser maior, ou por que eu não sei superar certas mágoas e aceitar certas convenções. Não sai música, poesia, teatro...
Sabe quando você sente tanta falta de alguém e se confunde com você mesmo? Inventaram o amor pra que então? Eu estou cansado, me vêm muitos suspiros durante o dia. Sem raciocínio, fico esperando a solução inesperada da vida pro meu destino. NOOOOOsssa, como eu sinto falta dela. De poder ligar, receber uma mensagem qualquer dizendo como sente falta de mim. Eu sempre fui assim, tão mal amante? Aí eu procuro companhia pra fazer uma música, e fingir que tá tudo bem.
Eu estou completamente quebrado por dentro. Lembro das tardes aqui em casa, das confissões e rir, chorar, dos nossos defeitos. Isso não se compra, a boa sensação, não se compara a dor que eu sinto agora. Leio blogs, vejo que tem gente que sofre que nem eu. Putz, é difícil de imaginar ela com outra pessoa, cúmplice de alguém distante que deu mais atenção do que eu, estando aqui do lado.
Por que a gente é tão burro ein? Por que a gente é egoísta, magoa, faz sofrer?
Por mim, podiam adiantar um pouco a vida, até a hora que aparecerá alguém que queira me amar denovo, e que eu queira amar também. Nem precisa ser alguém como ela. Basta ser...
basta...
bas..
ba.
b
.

A bruxa

Houve um tempo em que eu tinha duas mãos fortes, elas me ajudavam a trabalhar,
apoiar, segurar. Durante muitos anos, elas viveram em harmonia e solidez. As duas realizavam movimentos sincronizados em busca de melodias, destrinchando os segredos dos sons e palavras.
Até que uma bruxa, e todos os seus desejos malignos, invejaram uma de minhas mãos. A princípio, por inocência, deixei que a bruxa as usasse, as duas, para confeccionar algumas de suas guloseimas.
A bruxa parecia saber cuidar bem de minhas mãos, e por desleixo, uma de minhas mãos sentiu-se mais feliz e melhor tratada pela bruxa. Mas a mão pertencia a mim, e com todas as forças eu lutei para mantê-la, nem que fosse necessário, machucá-la. Muitos me aconselharam e até mesmo minha mão, disse-me: só preciso de dedicação e atenção.
A bruxa já tinha lançado seu feitiço. Eu não consegui fazer com que a mão lembrasse que era minha. A mão tinha encontrado outro corpo, outra dona. A bruxa.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Cine Intinerante

melhor parar de perseguir
de enganar de discutir
nao vale a pena
quanto voce quer pra
parar so de uma vez e desistir
dessa de extrema

nao sei por que teu nome e julia,
joaquina ou joana é maria
nao foi da penha que tu veio
foi com a morte do meu
pao da padaria

quando eu duvidei que tudo aquilo de
insistir era verdade
voce ja tinha ido e se escondido, se perdido
na cidade
quantas vezes eu me perguntei se tua ginga era
a mais bela
aquela de baiana, de cigana, cearense na janela.

terça-feira, 23 de março de 2010

Outra vez

Tentei te explicar como pensava
Mas minhas palavras não fazem sentido
Quem me escuta sabe que quero dizer
Algo bem maior do que se pode entender
Agradeço ao tempo por me dar mais um dia
Para que eu pudesse te perdoar
E você nem percebe que estou parado
Esperando esse momento chegar

Nunca pensei que fosse precisar
De tantas figuras pra ficar no seu lugar
Te contei meus sonhos de ficar ao seu lado
Esperando nossa velhice chegar
E você pouco a pouco foi perdendo o jeito
De gostar dos detalhes que me fizeram te amar
E agora eu tento te achar pelos cantos
E acabo notando que você não está lá.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A queda livre...

Estou estranho, não consigo escrever desde ontem, nem pensar desde antes. Essa coisa de entender que errar é aprender, se torna difícil quando vivemos achando que estamos bem. É como uma casa sem piso, você sente o reboco nos pés, se caleja e nada é limpo, ficam pedrinhas entre os dedos pra te desconfortar. É uma verdadeira angústia. Dependendo do ponto de vista, o reboco é firme, só não tem cor, beleza ou maciez, mas andar por ele nos doi o suficiente pra sabermos que não é uma queda, mas um obstáculo.
A queda livre nada nos ensina; é a enebriante sensação de voar pela ansiedade da pancada.
Dedico essas palavras à todos que "vivem" uma rotina e vivem suas vidas:

Minha Rotina:

Universidade, Aulas, Cálculos, Objetivos, Formas, Geometria, Casa, Academia, Pesos, Tédio, Casa, Banho, Almoço, Internet, Devaneios, Medos, Perdas, Pensamentos, Leituras, Distrações, Banho, Academia, Posições, Xadrez, Idéias, Bem Estar, Metas, Casa, Banho, Renovação, Internet+Janta, Tédio, Dormir.

Ser feliz é como um piano, as notas pretinhas, as branquinhas...e as disonantes.
Gosto de te ler também.

O universo e o 42

É difícil descobrir a pergunta que se encaixa pra resposta 42. Já tento faz um tempo encaixar esse número e sua disposição matemática em muitos aspectos. Ele foram as vezes que eu liguei pra alguém, numero de pedidos de por favor durante minha semana, tamanho do meu pé. Mas a verdade é que eu jamais vou entender por que sempre precisamos descobrir sozinhos o que outra pessoa já passou pra descobrir. Estou tentando me deixar ser, mas eu sei onde isso vai me levar.
Eu de outra forma, pelo menos a que eu me vejo, jamais continuaria escrevendo aqui, rasgaria todas as músicas que fiz, trocaria a noite pelo dia, morreria L.u.d. e nasceria outro nome.
Essa semana vai ser complicada, entre provas e desapegos, pessoas velhas e nunca pessoas novas, sem esperança com muitos medos. Dá onde vem a indiferença, temperada a ferro e fogo?
Conversar virou algo tão sacal, tão normal, tão assim, que só perco tempo botando pra fora o que penso.

domingo, 21 de março de 2010

Não sei

Deve ser a minha estação de espírito, eu devo estar pensando demais ou me preocupando demais em fazer certo, falar certo, escolher certo e decidir certo. As coisas não saem como esperadas, ou estou sendo testado. Será que eu tenho um valor maior ou sou pouco demais. Parece um arpeggio num piano. É italiano, tcheco, francês, acho que é francês com ancendência austríaca. Só Ele me entende como completo ser humano cheio de falhas e ondas.
Queria alguém que quisesse me entender, me conhecer.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Paralelos

Esses dias estão pesados, penso muito no que eu devo estar fazendo da minha vida no outro universo que eu vou chamar aqui de "holylive".
Em holylive eu aposto que estou com uma garota muito legal, que me entende e me respeita, e lá eu realizei os meus sonhos pra conseguir realizar os sonhos dela. E eu me pergunto todo dia : você não percebe que pertencemos um ao outro?
Lá, essa garota legal não tem uma identidade fixa, ela muda constantemente, assim como eu. Viajamos e temos poderes mágicos, capazes de mudar destinos. Nunca usamos isso, isso fere as pessoas. Devia ser proibido que o reflexo das nossas frustações atingissem outras pessoas. É assim nesse universo, e é assim em holylive. Eu gostaria de dizer que eu estou indo bem lá também, mas em todos os universos falta algo que só se completa quando alguém de outro universo paralelo vem até nós e nos ajuda. Seja esse alguém um amor, uma palavra, música, olhar...isso nos ajuda a seguir em frente. Caracas em holylive eu posso fazer muita coisa por mim, que estou aqui nesse mundo. Gostaria de conhecer o meu Eu de lá. Infelizmente eu só fantasio. Está longe de eu conseguir chegar até lá.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Onde foi que a rita levou meu encanto...

Rita se foi e levou com ela meu encanto
pediu emprestado pra conquistar o mundo
e me deixou em prantos
Tentou olhar como eu olho
tentou cheirar como eu cheiro
tentou pedir como eu peço
tentou ser viva por inteiro

perdeu logo o rosto bonito
sorrindo demais se esvalou
jogou quase todo o seu corpo
e o espelho da agua molhou

passou de mocinha a puta
largou em mim toda culpa
olhou para o céu e a lua
chorou como a chuva em desculpa

A Rita voltou tão altiva
parecia que era uma nova
depois dos enganos da vida
pensou em ser outra mulher

Sem rima ela canta seus versos
ainda fingindo ter alma
pedindo por uma sombrinha
deitada nas beira de estrada

Me deu um abraço macio
falou "foi engando achar..."
eu disse "sabia, não sou sua ajuda.."
"desculpe não posso ajudar..."

Tiramos as fotos do bolso
lembramos dos dias de moço
sorrimos do sol passageiro
cantamos à luz do estaleiro

A Rita passou tanto tempo
ouvindo a canção do exílio
que hoje ela está por aí
vestido o escarlate espartilho

A Rita que disse me disse
agora é minha mulher
que passa a noites inteira
fazendo de mim o que quer.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sexo verbal...não faz meu estilo.

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice..
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisso a porta abriu repentinamente.

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

terça-feira, 9 de março de 2010

Ferro e Fogo

Quando a gente "ama" sempre pensa que tudo é uma maravilha. Espera milagres e costuma pensar como retardado e viver como mongol. Eu queria ter um pouco de discernimento nessas horas e não ficar ilusionando que uma conversa sem compromisso é tão perfeita. As vezes estão apenas sendo educados ou explicando uma situação, tentando não causar uma dor maior do que já existe.
Quem inventou o amor? Por que temos que ficar abobalhados e sonhando acordados? Como eu queria que de certa forma eu fosse o melhor do mundo nisso. Pudesse usar manhas e técnicas pra conseguir o que eu quero. Queria parar de procurar, queria que me procurassem...

domingo, 7 de março de 2010

A falta que me faz...

Há falta que me faz pensar que poderíamos ter feito de um jeito diferente do que fizemos.
Há falta que me faz pensar 10 vezes antes de decidir o que fazer.
Há falta que me faz diferente.
Há falta que me deixa ausente.
Há falta que me faz...

Há falta que me mostra algo novo.
Há falta que me deixa louco.
Há falta que me faz perder tempo.
Há falta que me fixa num objetivo.
Há falta que me faz...

A falta que me deixa assim, é a falta de alguém que cuida de mim.
A falta que me deixa são, não é a mesma falta que deixei em vão.
A falta que me muda tudo, é a falta que perdeu tudo.
A falta que me deixa mudo, é a falta do que sou confuso.

A falta que me faz...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pergunta Fundamental

O que é a vida, o universo e tudo mais?
Resposta: 42

Incrível. Quanto mais a gente procura ser honesto e sem rodeios, mas as pessoas temem
pelo improvável. Vocês nunca pensaram no "e se"?. Cara, estou realmente cansado dessa gente toda me dizendo o que eu devo fazer, me limitando e me "ensinando" o jeito "certo" de fazer as coisas. O maior erro do ser humano é tentar ser humano. A gente vive pra apanhar e sofrer mesmo, mas desejando que esse sofrimento seja da melhor forma. Gente se ilude, se droga, bebe, se fode, fode, ama, odeia, de todas as maneiras é só uma forma de alivar algum tipo de sofrimento.
Eu, por exemplo, fico randomizando meus pensamentos e tentando encontrar uma solução e o pior de tudo, só me vem uma. Que eu sou foda pra caralho e que ninguém, somente meus pais e Deus, merecem meu respeito. E eu sou foda mermo.
É isso aí...iuaheduihauiedhaiudaed

terça-feira, 2 de março de 2010

Jeito Novo

A música brasileira vinha tomando um caminho em direção do modernismo, ao moderno. Embora essa palavra "moderno" não signifique muita coisa... O fato é que a música brasileira ia em direção a algo novo, na direção do progresso, daquilo que Juscelino fazia, quando o Brasil começou a fabricar automóveis, construir estradas, tinha a Petrobrás com o petróleo é nosso, aquela coisa toda. A gente era jovem e tinha vontade de fazer as coisas. E, sobretudo, apareceu um baiano chamado João Gilberto, nascido em Juazeiro, na beira do rio São Francisco - ali, você sabe, cruzando o rio, você está em Pernambuco -, com aquela fantástica batida no violão. A gente tinha o Johnny Alf, eu e outros fazendo samba moderno, mas com a chegada do João, o negócio balançou. Ele bagunçou o coreto. Porque a coisa do João era genial. Depois, a Bossa Nova tornou-se um padrão, uma coisa chata - tchê-tchê, tchê-tchê -, ficou todo mundo tocando igual no Brasil, na América, na Europa etc. Houve uma certa padronização dessa batida. As Pessoas cantavam qualquer coisa nessa batida. O que nunca foi o caso do João. A batida dele tem a ver com o que ele canta. Aquilo forma um contraponto, um jogo, não é isso? - que suinga e que balança. Esse é um dos muitos aspectos da Bossa Nova. Há várias maneiras de você olhar a Bossa Nova...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Reverie


Só Debussy pra me fazer entender, que eu preciso esquecer e deixar acontecer.

Dominó


Vai ser engraçado, o efeito dominó já começou.
Há tempos são os jovens que adoecem.
Há ferrugem nos sorrisos.

Somos todos paralelos; nos encontramos no infinito.

Paradiso


Toda essa coisa só me lembra o paradiso pegando fogo. As palavras mais suaves são pesadas, e as promessas são fáceis. Assim como ele prometeu esperá-la ao pé da janela, que um dia abriria, prometi eu, esperar-te
sabendo que essa chance não viria.

Relato

Hoje o céu tá um tanto cinza. Fortaleza tem esses dias; é uma forma de lembrar que por aqui temos muita saudade. Fico me perguntando se apro...