Somos o que esperamos, somos jovens e já tão amargos.
Sem pressa tudo demora. Então vamos apenas esperar.
Quem dera fosse angústia, quem dera fosse precipitação.
A única coisa que precipita de mim são anseios no meu coração.
Não há incômodo em ser sozinho, porém há sozinho um incômodo.
O meu antigo relógio juntou-se com todas as horas em uma só.
A hora do agora. Penso eu que mesmo dormindo por séculos,
jamais acordaremos no futuro, mas no presente.
Lembro do pé de siriguela que eu tinha em casa, pra perto de setembro
as frutas de verde, ficavam "de vez". Nem era maduro, nem verde.
"They are yellow...".
E conforme você me pede pra deixar viver, amadurecer,
mesmo com o azedo do verde e o tempo parado, mesmo com
as precipitações e os encalços, somos jovens e tão amargos.
Por que esperar, se já de tão terno, nossa semelhança nos virou
ao inverso?
Tenho que concordar, embora não queira, com o momento certo, entretanto
devo confessar: que de nada nosso "amor" será eterno.
Estou esperando...como sempre.
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Capítulo 1: Mais perto do chão que o piso
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Nossa, o que é isso? tá me dando um aperto tão grande. Do nada eu me senti reduzido ao som de uma turbina de avião, voando lá pro corvodado...
bela resposta, moço.
ResponderExcluirE por que está esperando? Se é ruim permanecer nessa posição 'esperativa', então aja! E por que é amargo? Se isso é ruim, faça algo pra mudar. Como é que o cara que prima pelo presente fica a esperar?
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