Era um drama do caralho — e, quase sempre, um de nós saía com o nariz torcido, um textão entalado na garganta, acumulando um desprezo que, de tão amargo, parecia ter algum valor. Nem falo do orgulho… esse, de longe, foi o maior motivo para tudo ter chegado aqui. Era como uma “dramanina” viciante — eu repetia a mesma merda porque não sabia dizer que te amava. Ou será que, naquele jeito torto, aquilo já era eu dizendo… e sem saber processar?
E que fim sem fim… muito pior do que imaginei. Não sei em que momento começou, nem quando deixei meu ego inflamado dobrar mais uma esquina e cair nessa armadilha. De cá, tento não deixar mais nada disso me consumir. Não sou um arremate malfeito. Não há caminho de volta sem despedaçar tudo. Não cimentei direito… meus muros ainda estão molhados, frágeis, inseguros.
E você, cheia de planos absurdos, mudanças que não entendo, e mais centrada em si do que nunca — mais até do que o seu normal, que já era vasto demais para eu conseguir entrar. Antes era difícil… agora é um abismo.
Para de tentar descobrir como voltar a ser como antes. Amizade não sobrevive a tanto nojo, medo, desconfiança e verdade. Você teme a verdade, teme assumir sua parte no problema… e sua parte no amor.
Então me deixa, certo?
A gente não faz sentido — nem como amigos, nem como colegas, quiçá conhecidos. E, desta vez, quando me perguntarem sobre você, vou responder com a minha verdade mais honesta:
— É um problema meu.
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