" A verdade nem é nua nem crua, sejamos sinceros."
Praticamente, como eu já imaginava, teria que responder à trocentas e mais perguntas. Tudo bem, sou o culpado das dúvidas, medos, confusões e todo tipo de mau presságio que possa vir.
Quando um leitor pergunta ao escritor o que quis dizer, um dos dois é burro. Que constatação, que percepção poderosa. Devo ser o mais burro e, também talvez, o menos apto a ter as respostas para os enigmas que eu mesmo proponho.
Acontece que eu não sei, eu faço, não sou planos, sou realizações imperfeitas de desejos tolos. Se incomoda, assusta, faz duvidar, melhor não receber minha presença, fechar a porta e me tomar como louco.
Mas e se for isso mesmo, e daí? Não há concordar ou discordar, são só expressões sentimentais. Ou é verdade ou não é, talvez no máximo uma dúvida, mas você precisa decidir, não eu.
Esses montes de vasos quebrados procurando conserto. Eu vejo suas cicatrizes profundas e buracos abertos. Vou sair daqui e daí, pode deixar. Já que você não sabe o que fazer com as sensações, te deixo voltar à vida de esconde-esconde.
Pode me tratar como lembrança, como impossibilidade, como passado.