Dentro do aceitável, o plano seguia. A coisa, como um todo, evoluía pra um lugar desconhecido que vinha com bônus de caramelo, sorrisos e algumas tentativas minhas de passar da linha de segurança. Sim, havia uma linha segura pra nós dois e ela basicamente funcionava assim. Eu não pedia um beijo e ela não me oferecia.
Embora isso fosse claro, não era tão simples assim, pelo menos pra mim.
Aceitar a condição de resistir era como ser barragem do próprio mar.
Nessa ida e vinda, continuávamos num bom ritmo em que eu me interpretava e ela ficava rindo desse jeito bobo sem acreditar no que eu falava. E aos poucos ela foi tomando distância pro impulso pela simples condição de querer e não dever, que era combustível suficiente pra esquecer o que ficou dito.
Não sei se me preparei devidamente pra esse sutil movimento, mas ele esteve aí o tempo todo.
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