E o tempo passou, aquele cômodo velho mudou, aquela turma não tem mais, do passado há pouco, a memória vai fraquejando e um dia vai chegar o dia do além tornar tudo ímpar, melhor, primo.
E as coisas tão simples, tudo tão normal, seremos pó de choro e sorriso de alguém. Dentre os vasos que perambulam na estante, e os quadros que tamanhos são importantes, a parede deve ser deixada intacta. no máximo uma cobertura de papel, pra gente voltar na velhice e lembrar que horas no telefone eram segundos que idade nenhuma apaga. Nuvens em forma de tudo e sem forma, se formam das chaminés. E eu falo como elas, dando formatos cafonas a tantas verdades e mentiras. Sinto que sustento meu mundo de contos, senão fecharia as portas e demitiria todos vocês, que tanto vivem pra me alimentar de aventuras.
Sem armas, são heróis tão desesperados quanto eu. trapos cobrem desejos, mãos sentem os sonhos, reais, surreais e irreais. muitos de outra época, gerações perdidas, meninos e meninas ainda. Contrapontos, senis garotos, de tão tortos, pesados. Convergindo entre si no apoio diário do afeto escolhido.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
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