terça-feira, 28 de agosto de 2012

Same Damn Planet Every Time I Look

Nada Surf - Paper Boats

Seria um caso, um tanto faz, uma visita inesperada, mas uma visita. Uma pequena fenda no seu vestido preto, um abraço sinuoso, uma dívida que eu pagaria se nossa última burrice não tivesse tornado nossos encontros randômicos tão desconsertantes. E dos dias que me fiz de bobo, dos que troquei essa identidade, tenho feito boas cartas e bons textos, por que é do meu jeito lembrar toda hora. Penso profundamente em mudar a rotina desse vai-vém, mas meu desejo mesmo é tão contornado por um reboot, que penso que uma vida virtual me aconchega bem mais quando preciso de você. De pés e andanças, fiz todas as minhas terceiras intenções. Talvez indo por malditos e revigorantes lugares, pudesse dar significado a estar fugindo. E dentro desse contexto de fingir pra parecer uma peça inteira, percebi que era uma grande obra de arte que não queria nunca mais ser descoberta por outra pessoa. Era um esboço seu, sabe. E se fui de todo tosco, confuso e pouco claro, sinto muito também. Outros podem até completar essa minha falta, mas nenhum outro pode ser eu onde eu já sou você.

Um comentário:

  1. Aquela sensibilidade que nos coloca no lugar do texto... :s
    Lindo! Faz refletir, me faz refletir..

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Capítulo 1: Mais perto do chão que o piso

Alagado e podre estava o bosque ao sul de Mainas. Se minhas botas não fossem resistentes ao fogo, talvez servissem para atravessar sem deixa...