"Embora valha a pena passar um punhado de dias assim, meio torpe, se embriagando de textos e saídas sem fim, numa eternidade de palavras ruins de digitar, mesmo que pequenas como a 'dor', no conceito e contexto geral, falamos sobre o amor e o que a falta dele nos faz. Não é simples distribuir por aqui as saudades de uma forma que não me magoe, mas me magoa e a questão se eterniza nessa dor, meu Amor."
Eu costumava dizer que o amor era enganação, auto enganação, sabe como é? Pronto. Era impossível acreditar no amor, para isso era preciso acreditar em mágica e, cá entre nós, mágica não existe, é coisa de criança. Criança tem cada coisa, sabe. Quando criança, eu costumava fazer um paraquedas com os sacos de ovos de páscoa e, com alguns barbantes, fazia umas cordinhas, pendurava no meu boneco g.i joe e soltava lá do apartamento. Quando ele se espatifava todo no chão era uma diversão sem igual e eu achava aquilo tão lindo. Logo depois, quando que cresci, acabei escolhendo o amor para ser minha nova diversão. Sem saber que as cordinhas desse paraquedas eram feitas das minhas fibras e o paraquedas em si, não existia, me arrebentei algumas vezes ao me despencar num ato suicida para os braços de quem eu me enganei amando. E o amor tem dessas coisas. É um lance de pular e, de fato, ter alguém lá em baixo para te pegar. Como eu, que ia sempre buscar meus bonequinhos caídos, alguns sem braço, pernas, cabeça, arranhados, na real quebrados, eu os amava assim mesmo.
É.. Às vezes recuperamos apenas os pedaços e as vezes somos apenas os pedaços. Felizmente sempre foi possível consertar os bonecos e também regenerar das dores passadas.
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