Deveria, deveria mesmo, me perder em escrever.
O que não faço a tanto tempo, deixei quietinho.
Diminutivos já não são mais tão meigos, a idade chega e com ela vai o amor sem jeito.
Nas filas, eternas filas, só vejo pés e passos.
Que andam apressandos, mas só, pois pensar não os satisfaz.
E o que me faz bem?
Eu vejo um rosto, passam por mim, muitas perguntas.
Não sei de nada então falo de mim.
Me olham torto, sou passageiro, eu não me encaixo nisso tudo, nesse inteiro.
E como vai você, que não me vê?
Não sei aonde que eu iria pra te ter.
Prometem tudo, amigos festas, e nesse mundo de aparências absurdos.
É complicado, são impressões, mas quem seria eu se não essas canções.
Depois da vida, queria alegria, que não achei ainda nessa escolhida.
Talvez devesse pensar bem menos, já que concluir não faz sentido.
Não sei usar o que vejo em benefício.
Procuro músicas, escuto tudo...mas sempre falta escutar a voz do mundo.
Estou aqui querendo ouvir algo que diga que eu deveria insistir, continuar ou desistir,
mas nada disso vem a mim e eu fico aqui assim.
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