quinta-feira, 23 de junho de 2011

E dizem

E dizem coisas que nos calam, com vozes suaves,
nos falam sutis versos.
Quem sabe a gente aprende a ouvir essas vozes,
que sobem e descem na garganta...que querem dizer
coisas grandes, coisas minhas, coisas além do viver.
Que com palavras não falam.
Como tambores ainda tocam meu peito,
tocam tremendo a minha alma.
Não somente notas se repetem,
mas o dia todo dia me remete o passado.
Não o que se foi, digo do que ficou pra trás.
De recordações, ficaram as notas, que a muito
tocaram nossas palavras...
O risinho acochado, aquele apoio de fora,
uma coluna de inspiração.
Tu que me ensinou a ouvir como ouço hoje,
se foi pra nunca mais podermos olhar,
mas te digo que mesmo antes, bastava fechar os olhos
pra te contemplar.
E eu olho ainda hoje...
com vontade de te abraçar.

Vai com Deus, minha eterna professora.
Essa é minha homenagem pra você.

Eliúde Soares Teixeira de Souza,
seu eterno e fiel aluno.

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