quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tataravó, Bisavó, Avó, Mãe...

Oh Mãe, até alguns dias eu podia dizer exatamente onde você estava errada e eu certo.
Até há pouco eu poderia confirmar que você estava sendo impaciente e intolerante com certas coisas minhas.
Um vez, pelo menos uma vez, eu deveria ter tentado entender alguns de seus tantos momentos de tristeza, mas nunca fui capaz de reconhecer certos esforços, eles existindo ou não. Oh Mãe, já não fazem muitos dias e nunca farão dias demais que você esteve ao meu lado. Seja perto de mim ou distante de mim, mas sempre atentando aos meus passos. Sua preocupação divina, hoje, me comove. Tardiamente, eu sinto falta de grande parte dos momentos em que poderíamos ter compartilhado, porém não o fizemos. Se saudade fosse como água, poderia dizer com toda a certeza que eu teria virado um rio, pois não faz idéia de como, agora, depois de todas as minhas perdas, a sua foi a única, a única verdadeira. Ter fé em Deus me conforta agora, pois como um bom filho e esperançoso cristão, irei encontrar você, em sua verdadeira forma, amável, com aquele jeito que mesmo sem te conhecer tanto, saberia identificar. Agora de olhos fechados, tento imaginar com tanta força suas palavras, já que o que me restaram foram lembranças. Então me agarro a elas com muito amor, e não faria sentido de outra forma. A sua vida é a minha como exemplo e eu não suportaria tamanha saudade se não tivesse ainda sua voz dentro de minha mente, me guiando trópego pela vida. Se em vida estivesse, daria em você um último abraço, um último beijo e meu único e verdadeiro "eu te amo".
Jamais esquecerei.

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