sábado, 4 de dezembro de 2010

Poema da Saudade

Poema da Saudade

Jamais pensei passar às voltas por lembrar, em tudo quanto vivi em ti.
Torcer papéis, pregar broquéis, sentir enorme falta em mim.
Porém desculpo tal conveniente,
sei que nem mesmo eras bastam para esquecer e mais ainda para esse tal amor envelhecer, paciente.
E por isso te digo, entre outras palavras, que repentino amor, não fez por merecer tamanha dor em se perder.
Me envaidece ouvir ainda sua voz, dentro do peito, me calejando o pulso, deixando confuso.
Enquanto isso, deixas passar pelo olhar, nossas imutas lembranças por entre os dedos nessa permuta.
E mesmo assim, ainda desfecho tudo isso, sem sombra de dúvida:
Por mais distante que esteja, ouço perto os nossos amores, que passarão, mas nunca deixarão nos nossos corações dores.

Eliúde S.T. de Souza

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