sábado, 25 de dezembro de 2010

Distante de mim.

Vento doce, preciso dar um sentido maior a esse frio que me aperta tanto.
Notas perdidas, imaginem o que seria uma partitura pra seguir, se guiar.
Não, seria bom que desistisse de ser tão presente por entre nós.
Dias longos, madrugadas curtas, fazem ainda poucos tempos.
Criando espelhos, vejo através meu reflexo, um esboço.
Quão tolo fui, quão tolo serei se continuar perseguindo essa sombra.
Deixando tomar um gosto sensual, deixando lembrar um tom corporal, você.

Ah, o Amor que tanto procuro, onde está?
Falta ser cúmplice do meu crime, de sua vida, te ver em mim, me ver em ti, amada.
Um dia ou dois, um mês ou três, um ano ou quatro, de pato vou vivendo no meu encalço.
Abandonarei aqui, as tantas verdades ou levarei comigo tamanha saudade?
Que bom seria se esquecer fosse não tempestade, mas calmaria.
Sobe desce, subo desço, vou e volto, vem e volta, batendo forte, as vezes lento.

São as regis tutoais, é o direito de ir e vir, os vários tipos de direito.
Sem piada ou comédia, é a tentativa de expressar o que nem mesmo conseguimos entender.
Pim assim diz o meu eterno piano, aquele que magoa, aquele velho esquecido, sou um velho esquecido.

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