segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Roda Mundo

O mundo roda e eu rodo também. Sem querer pedir, passei a agir como se fosse certo. Agi de forma revoltada, tive tanto medo que quase perdi. Esqueci que sou especial e importante pra você. Um defeito grande, um defeito meu e você não tem obrigação de me ajudar. Estamos juntos, estamos bem, estamos juntos, estamos mau. As vezes você tem medo de mim, as vezes eu tenho medo de você. Mas meus dedos não cansaram de escrever, nem cansaram de dizer o quanto gosto de te ter.
Nas madrugadas em que estou feliz, penso em você com um cuidado, preciso mudar e deixar de cuidar tanto, deixar de lado. Você é grande, adultamente madura, sabe a hora de estar e a hora de partir. Porém um amor como onda é duro de existir. Não posso deixar de assumir que parte de mim é uma onda, não digo livre, mas digo bato e volto. As vezes sou como o mar, agitado, mas profundo, outras vezes sou como a praia deserta, cheia de areia, mas sem fundo. Nesses meses todos, deixei de recordar como foi que nos encontramos e deixei de tratar o nosso encontro como algo de muita importância pra nós. Talvez por isso eu tenha me tornado seco impaciente, um poço de vontade no presente, querendo atar todos os nós. Enquanto estou digitando isso, desejo muitas coisas em mim, um tiro certeiro em minhas atitudes, um golpe fatal na minha infantilidade, um doce veneno. E percebo que dentre todas as coisas boas que tenho, guardo muitos projetos e sonhos especiais ao seu lado. Sinto muito se ainda não pude realmente retirar certos encalços da minha personalidade, mas garanto de todo que já trabalho.
Gosto muito de você, Amo.
@Maricotinha

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