Eu fico olhando pro nada, tentando encaixar algumas formas desfocadas...
fico pisando nas bolas que a muito se encontram na calçada.
Eu fico tornando lembranças grandes marcas de um amor profundo...
fico trocando desculpas em busca de um sentido pra isso tudo.
Eu fico colhendo espinhos, brigando aqui dentro comigo...
fico dizendo baixinho, fico buscando caminhos.
Eu fico secando as roupas, guardando pedaços de mim...
fico sentado esperando que um dia elas caibam em ti.
Eu fico matuto mendigo, falando besteira ao vento...
fico sonhando acordado, tentando não ser tão intenso.
Eu fico escolhendo retalhos, mil vezes durante a tardinha...
fico sozinho de noite torcendo até vir o sono e o dia.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
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Capítulo 1: Mais perto do chão que o piso
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