tem toda uma explicação lógica pra eu ter escolhido a vogal "e", mas hoje, particularmente hoje, não quero filosofar, já tá ficando chato.
Um amor dura anos pra sumir. Há dias parados, cansados, muito solitários. Gostaria tanto: pular as páginas marcadas com isso tudo. Nunca imaginamos como fomos parar ali. Só vamos lutando para fugir da vida amarga a qual choramos.
Não foi tão fácil assumir minhas dúvidas. Posso falar pouco, mas sinto muito por não sufocar a angústia, passando por tímido à corajoso. Há duas linhas longas ao qual posso ir. Uma vou achar a mim, como todos os dias, parado, calado. Outra não tão calado, mas magoado por não mostrar aos fantasmas nosso amor.
Posso ditar muitas obras, orar muitos livros, achar vários caminhos, olhando pra ti. Mas vou acabar como outros, vagando moribundo, um louco. As minhas palavras não passam vazias, portanto não posso ficar aqui só olhando. Só sou muito ousado, arrisco os passos.
Concluo as grossas palavras, faltando vogais, trancoso diário, calando pra tudo, pra todos, os tantos parágrafos marcados por tamanha dor, mas fica aqui, no parado lugar, a busca futura do nosso amor.
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