terça-feira, 17 de agosto de 2010

Inversos

Senta mais perto, eu não me importo de ficar aqui um pouco.
Me tira o sono, meu galardão é te ouvir nessa canção.
Um dia desses quando me for embora por aquela porta,
direi baixinho que não me importo se perdeu meu coração.

Agora cedo, tentei dizer pelos meus olhos o que nego
pelos meu gestos, não deixo claro que queria um sorriso.
Mas mesmo assim, com timidez eu vou tentar falar contigo
pra te dizer que tá difícil de fingir não te querer.

Dizem que o amor é calmo, que ele passa por você e sem perceber você foi tragado
para a mais profunda reforma íntima. Dizem que o amor forja laços, dilacera tristezas, rompe dúvidas, desespera a alma. Dizem que o amor é tão sem forma que todo poeta se sente incapaz de descrever. Mas eu sem ser poeta, sem ser de fato "amado" e interrompido muitas vezes pelas portas da vida, posso garantir a você: o Amor não pode ser descrito. Falam em rosas, em tempo, em companhia, em afeto e falam em dor, calor e saudade. Eu não preciso determinar o que já foi tão explicado; o Amor bate, a gente sente e não consegue ficar parado. Então aqui, nesse recado não digo muito além do amor que tenho guardado, sem forma e foco, sem fundo ou fim, de nó ou laço, de levo e trago, por ti.

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