sexta-feira, 2 de julho de 2010

Marcos do Percurso

Eh como uma pedra que tampa realmente a nossa passagem...
sinestesicamente:

Voce esta andando ofegante, com a mente se misturando em muitas lembrancas e oscilando de humor em tragedias e felicidades. Voce nota o quanto algo foi precioso e o quao voce foi possessivo mesmo quando o que foi precioso se foi. Voce olha pra frente e seu olhar esta desolado, perdido, algumas pessoas ainda te chamam, mas voce esta numa especie de desdobramento temporal, nao consegue prosseguir, o tempo passa por voce, mistura cores, musicas estranhas, gostos, seu peito bate um coracao transbordado de medo e duvida. Um coracao que quer sentir algo seguro, mas que nao consegue se ater a nada que nao seja uma saudade e uma lembranca que voce mesmo luta pra guardar. A sua razao ja quer esquecer, mesmo sozinho voce sabe que deve esquecer, mesmo misturando as silabas e sendo agressivo com as proprias acoes, voce repete palavras e palavras que nunca mais vao soar iguais. Os olhos se enchem de mentiras faceis, que nao gosta, que nao quer, que nao precisa, mas voce precisa. Voce esta tentando reconstruir um estilhacado imenso de um diamante que foi lapidado demais, voce o deixou perfeito, mas nao pra voce, pra o mundo. Parece um sonho que eh real demais pra mim. E a parede imovel, olha pra voce e diz: ainda nao...

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Relato

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