Folheando as imagens das minhas vontades, elas estão em gavetas na minha mente.
Cada coisa que me instigue as lembranças, abre uma delas. Cada gavetinha aberta, me deixa de um jeito. Tudo compartimentado, pra que eu entenda da melhor maneira e sempre sofra da pior maneira. A mesmice em que vivo os meus estilhaços já me cansa. Agora cada vez que abro uma delas, a gaveta do arrependimento, angústia, fraqueza, abrem-se na minha face. Já virou um vilão do meu quadrinho. Deixou de ser apenas uma sensação, passou a ser espinho. A culpa não é de ninguém, ela é só minha. Eu não sei o que procurar, vivo num looping eterno, redundante, infinito. De tanto caçar uma solução, volto para o ponto em que viro de pernas pro alto. Estou dando "estrelinhas", entrelinhas, entre linhas da minha vida. Sempre me pergunto onde isso tudo vai dar, em mudança, sim, melhora, sim, descanço nunca. Acho que nunca consegui descançar sem braços e abraços. É feriado, mas não pra mim. Eu estou perto do fim.
acho que esse foi o melhor texto de todos que já li no teu blog. e acho que li todos até esse. eu só tiraria "perto do fim". pra que tanto pessimismo... ;)
ResponderExcluirMarília.