E paramos de nos falar.
Curioso como, de certa forma, naquele momento nada mudou realmente.
As semanas assobiavam seu nome, mas estava inerte para o tempo e reflexões. Estava sob controle do orgulho.
Andei achando que estava certo, com razão e confiante de, ah que se exploda.
Os dias fingiam que passavam e eu fingia que acreditava nas minhas capacidades de viver das 18h as 00h sem falar com você ao telefone. Ficou aquela lacuna de silencio, até que eu comecei a abafar gritos e porquês no travesseiro.
Queria voltar atras, mas a decisão parecia ser tão poderosa, que ficou claro que aquilo era uma Providência. Era impossível lutar contra, pesava na garganta e o que eram dias viraram semanas, meses e eu perdi o tato, o olfato, você de vista.
Quando percebi eram outros que contavam sobre você, eram outros que te beijavam e eu vi, revi, reli, refiz.
Risquei com violência minhas promessas, me despedi de uma porção de pedaços de personalidade que detestava, ardeu demais deixar você seguir, te ver seguindo e te ver sorrindo diferente, gargalhando de histórias que não as minhas. Egoísta que fui em pedir, egoísta que fui em perseguir, que fui em dormir.
Nada pode nos separar da forma que deveria. O tempo tem sido o regente do amor; aproxima quando quer aquecer e afasta quando quer amornar, mas nunca esfria.