Sweet - Cigarettes after sex
Eu já havia virado pra sair quando ele me tocou no ombro, uma última vez. Parei e virei, pois o fim não precisava ser como nos filmes e só íamos entrar de férias, não era nada demais.
- Um "Eu te Amo" seria repentino demais ou ...
- Anh?!? - Um buzina frenética distraiu a gente.
- Desculpa, escapoliu. Tenho que ir. Aula de salto!
E saiu correndo.
5 anos depois, a Paula que morava no Canadá me contou que ele havia pulado de um prédio em Sidney na época da pandemia, depois disso perdi o contato.
Chorei tanto. Eu devia ter procurado ele naquelas férias.
Levei meses pra superar. Tentava afastar a culpa e a verdade é que nada apaga esse tipo de perda, a possibilidade.
Estava na Suíça visitando a família, eu provavelmente tinha 37 no dia e passava na TV local alguma coisa sobre um maluco que iria quebrar um recorde de paraquedismo.
O sino da porta da cafeteria soou, a neve entrou pela porta e eu olhei.
Era ele ali diante de mim.
- Pedro!?
- Marina?????
Ele era o paraquedista e eu odeio a Paula pra sempre.