segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Curiosidades

Ouvindo The Best of Tchaikovsky


Algumas curiosidades que tenho:


1. Se o universo é infinito, é possível existirem todas as coisas que imaginamos e ainda mais?
2. Porque as estrelas cadentes deixam de realizar desejos quando a gente cresce?
3. Mal gosto existe, independente de gosto ser algo pessoal/particular?
4. Nascemos altruístas/egoístas ou escolhemos ser?
5. Gostamos de alguém ou gostamos de estar gostando de alguém?
6. Qual a quantidade correta de amores que podemos ter?
7. Livro de auto-ajuda, é pra quem vai ler ou pra quem escreveu?
8. Por que quem tem adesivo religioso no carro sempre é lerdo no trânsito?
9. Por que feminismo não é uma palavra feminina, mas masculina?
10.  O homem se corrompe por ganhar muito dinheiro, ou ganhar muito dinheiro corrompe o homem?

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Antes e Depois

The Cure - Close To Me


"Entre e fique..nunca fez sentido assim..."


Garagem deserta, poucos carros estacionados, quase três da manhã e essa rotina de não ter hora pra voltar tornava tudo mais fácil. Quase todas as minhas coisas importantes estavam guardadas na minha bolsa. Alguns reais, licensa pra dirigir e as maquiagens de retoque. Era possível me entender pela maneira que eu pintava os olhos. Olheiras não me faltavam, mas já tinha me acostumado a disfarçar um sono de uma semana.
Minhas amigas perguntavam quando eu iria desencanar dele e eu passava fácil pra outro assunto bem mais interessante, meu spa de cinco dias sem tomar banho, pré-formatura. Todos estavam finalmente partindo dessa vida acadêmia pra uma bem pior, e eu me sentia demais confortável ficando mais um ano por aqui, afinal, quem pensa em discutir a minha estatística de amores imperfeitos, quando suas vidas estão prestes a virar uma droga com essa eminente crise profissional? E outra, não queria desencanar e não queria que ele desencanasse. Não é que esteja fazendo ele sofrer, aliás, por que a inteligência humana insiste em dividir nossas ações de amor-próprio nessas duas categorias, amor e sofrimento?
Calma lá, se pararmos pra pensar de leve, concluiremos que, provavelmente dentro de alguns meses, voltaremos e vai ser a mesma babaquice de sempre, que já me acostumei e não ligo a mínima de tocar a vida assim. Enquanto não aceito um pedido de compromisso mais sério, sinto-me livre pra deitar na cama de quantos eu quiser. Aproveitarei esse momento, 70's Revival, pra descobrir que tipo de menino me deixa menos eu mesma e me poupem os julgamentos. Até hoje não tive um descanso, pulando de um coração pra outro, sendo um esquema ou outra de outro. Nem sei mais se o amor que tanto defendem faz sentido ou se só gosto de ter alguém pra conversar, que não use o que eu digo contra mim.
Outra coisa antes de ir, sei que você gostaria de me dizer algo. Não precisa dizer, eu sei e não dou a mínima. Simplesmente não dá. Quero! É isso que você quer ouvir, a verdade? Ela é demais pra mim. Quando falei ali em cima, que quero descobrir como ser menos eu mesma, não quis falar em perder o juízo e correr até aí pra nunca mais ir embora, no mais estúpido impulso. Quero com muita vontade, mas a vodka existe pra isso, deixar esses pensamentos de lado e dar lugar à desejos que eu posso controlar, bem longe de você.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Depressão Brasil

Rooney - When Did Your Heart Go Missing


"2:01 - Lona"


Não sei quanto a você, mas eu tenho uma quedinha por gente sincera. Uma quedinha não, um tombo fuderoso mesmo. A pessoa ganha 500 pontos pra Grifinória se conseguir furar a enfadonha bolha e assumir seus impulsos, mesmo que não pretenda nunca realizá-los. Sainhas e joelhos gordinhos à mostra também me deixam assim, um pouco sem jeito.
Dessa vez eu a procurei e queria mesmo saber o que acontecia, mas não perguntei. Bom, na verdade eu sabia e isso era péssimo. Num lugar onde a fofoca é a chave da cidade e o Leão Lobo é nosso ícone máximo, não havia oportunidade da gente perguntar 'como vai' sem parecer falso. Com isso, a resposta vinha desinteressada e caíamos sempre no buraco mais profundo das relações, o coleguismo.
Época tosca de poucas palavras. Época rosca.


















domingo, 16 de agosto de 2015

Culpa minha

Vanessa Carlton - A Thousand Miles


"I let you let me like this...totally my fault."


Quando eu conseguir sair dessa vai ser diferente, disse pra mim mesmo, mas só depois me dei conta que minha vida girava em torno de sair de várias coisas e escapar de vários problemas, pra só então alguma coisa fazer sentido. Há um tempo que nada estimulante acontece e quando fica assim por mais de um mês, você realmente acredita que precisa fugir, ou que alguma coisa não está certa. É do ser humano mesmo, pensar que tá tudo ruim e que diferente do que tá vai ser melhor. Eu acho que as pessoas que conseguem tudo que querem são egoístas de verdade, portanto se você nunca consegue nada que deseja, sinta-se bem e péssimo, ao mesmo tempo. Isso pode significar que alguém está sendo feliz no seu lugar, ou que tem gente te fazendo de bobo, ou te fazendo acreditar que o melhor é fazer o outro feliz, essa última não é tão ruim assim. Nem o tipo mais idiota de ser humano, os apaixonados, pensam no outro, na hora de refletir em como estão felizes. Eles pensam que nunca foram tão felizes e que sem as pessoas por quem se apaixonaram não mais serão. Essa é a realidade! Ser alguém é ser o objeto das expectativas e anseios de outra pessoa. Provavelmente a Coca-Cola inventou a felicidade e o natal também, por que desde que resolvi parar de tomar refrigerante minha vida tem sido menos interessante. Estou mais magro, mais disposto, mais saudável, até mais maduro, mas pode deixar, quando eu sair dessa vai ser diferente, bem diferente.

Relato

Hoje o céu tá um tanto cinza. Fortaleza tem esses dias; é uma forma de lembrar que por aqui temos muita saudade. Fico me perguntando se apro...