Keane - Little Broken Words
"De tudo, o pior é que fazem só quatro minutos que você se foi e eu já estou contabilizando o tamanho do rombo nas minhas economias pro Amor."
Que coração selvagem, rebelde, que não me deixa pensar direito, pensando em você. Esses dias mesmo, hoje talvez, pensei em aproveitar que você tinha visualizado uma das minhas mensagens, pra confessar ainda mais. Não está tudo bem, nem tem um prazo de validade essa minha confusão.
Se você se pergunta como isso aconteceu, imagina eu, que organizei tão bem as teias desse coração, pra agora, numa passadinha por aqui, me embaralhar melhor que crupiê e fazer de mim um completo palhaço, que não sabe como dizer que gostou de te ver, sem parecer 'fica comigo hoje, ninguém precisa saber..'.
Esse vento tem dificultado mais ainda, me arrepio de imaginar que algum dia esses textos serão entendidos e que você vai perceber que nada era pra você. Eu sou um amador, em relação a você, quando o assunto é fingir, mas você tem fingido por tanto tempo que não se importa, que não me conhece, que eu acreditei em mais essa forma de retrato perfeito de romance impossível. Quando, na verdade, ninguém precisa saber o quanto a gente se quer. Como eu sei disso? Por que você não tem dormido direito, demora a aparecer, evita olhar nos meus olhos, não perde a compostura. Sim, é numa caixa chamada proibido, que você guarda seus maiores desejos em relação a essa possibilidade escrota de me deixar te dar um abraço constrangedor, na frente de todo mundo. Então, quer saber, que a farsa continue sem freios e em alta velocidade, não vai demorar pra você se acidentar denovo. Só vai ser tarde pra me comover com engasgos e desculpas.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Nem tudo foi dito
The Blue Nile - The Downtown Lights
"O que fazer quando a vontade se confunde com uma certeza enorme..?"
Me disseram tantas mentiras, sabe, que hoje quando penso em contar algumas histórias, sinto-me parte de um cinema. Daí, vou conduzindo o roteiro como um drama-cômico. E eu estou cansado de caçar a verdade, como já fiz com algumas pessoas que gosto, mas que nem sabem o quanto. Tento deixar no anonimato, omitindo certas emoções, pois embora não tenhamos tantas semelhanças, pelo menos guardamos as mesmas lembranças e recordações.
Cheguei e sentei no chão do seu quarto, todo cuidadoso em como pareceria, na segunda vez que nos vimos, desde a nossa última conversa. Queria ter conversado mais, minha vontade é de te conhecer, mas já te conheço há tanto tempo. Alguém já notou que gostar da sua melhor amiga, é meio que fantasiar? Você já meio que sabe que ela gosta de transar no escuro, por ter certa vergonha de como seus seios caem sobre seu corpo, também reconhece que a intimidade lhe deu liberdade pra falar há quantos dias não toma banho, e pra isso não ser da forma mais boboca, você acaba se deixando crer que aquela pessoa é alguém novo, com qualidades mutáveis, que vai te chamar de um novo apelido, que com você vai ser diferente. Era diferente mesmo, diferente de tudo que eu escolhi imaginar, diferente de tudo que você disse, diferente de tudo que eu ouvi.
Assim fui embora, com uma forte dor de cabeça e minhas certezas escolhidas, de que se oportunidade houvesse, hoje, aqui, agora, seria a nossa história, como eu imaginei.
"O que fazer quando a vontade se confunde com uma certeza enorme..?"
Me disseram tantas mentiras, sabe, que hoje quando penso em contar algumas histórias, sinto-me parte de um cinema. Daí, vou conduzindo o roteiro como um drama-cômico. E eu estou cansado de caçar a verdade, como já fiz com algumas pessoas que gosto, mas que nem sabem o quanto. Tento deixar no anonimato, omitindo certas emoções, pois embora não tenhamos tantas semelhanças, pelo menos guardamos as mesmas lembranças e recordações.
Cheguei e sentei no chão do seu quarto, todo cuidadoso em como pareceria, na segunda vez que nos vimos, desde a nossa última conversa. Queria ter conversado mais, minha vontade é de te conhecer, mas já te conheço há tanto tempo. Alguém já notou que gostar da sua melhor amiga, é meio que fantasiar? Você já meio que sabe que ela gosta de transar no escuro, por ter certa vergonha de como seus seios caem sobre seu corpo, também reconhece que a intimidade lhe deu liberdade pra falar há quantos dias não toma banho, e pra isso não ser da forma mais boboca, você acaba se deixando crer que aquela pessoa é alguém novo, com qualidades mutáveis, que vai te chamar de um novo apelido, que com você vai ser diferente. Era diferente mesmo, diferente de tudo que eu escolhi imaginar, diferente de tudo que você disse, diferente de tudo que eu ouvi.
Assim fui embora, com uma forte dor de cabeça e minhas certezas escolhidas, de que se oportunidade houvesse, hoje, aqui, agora, seria a nossa história, como eu imaginei.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Eu inventei você
Keane - A Heart To Hold You
"Acho que tudo ficou claro, não é mesmo? "
Embora boa parte das coisas estivessem ali, dispostas sobre a mesa, muito ainda faltava pra ser dito e admitido, ah..vamos deixar de tornar tudo tão difícil de entender. Eu tinha bolado um monólogo cheio de suaves insinuações, mas isso não era nada comparado ao que eu pretendia ouvir. Como já tinha dito uma vez, maldita expectativa. A gente espera que nos digam o quanto foram bobinhas, mas queremos ouvir que nada foi mesmo sem querer. Gente que faz acontecer, que quer fazer acontecer, que não premedita, que realiza no impulso, isso sim é gente. O impulso é perdoável, enquanto o que pesamos pra realizar e pensamos por muito tempo, leva a dura cara de meta, responsabilidade, isso demora, é difícil, é dolorido, apaga a mágica. Quando se fala em sentimento, o melhor mesmo é sentir, porque se deixarmos amadurecer vira uma droga nefasta, uma vício no 'se', um drama maior do que um beijo roubado, seguido de um pedido de desculpas, uma noite juntos, com um dia seguinte decido a não mais repetir um erro, que foi totalmente gostoso. Sabe o que eu noto, nesses anos escrevendo? A gente odeia amar. É verdade, temos medo de gastar essência com outra pessoa que pode não nos corresponder. Nos sentimos confusos e culpados por termos namorados e namoradas, mas se apaixonar por outra pessoa. Deixamos de dizer o quanto sentimos falta de um amigo, pela defesa da amizade cair numa espécie de momento 'estamos confundindo as coisas'. Sentimento não se confunde, razão sim. As vezes, quando sento aqui pra digitar as minhas ficções, tenho medo de que algumas pessoas se identifiquem, porém gostaria que outra sim. É meio óbvio que tudo isso é carregado de cuidado, mas também de refinadas verdades, na cara.
Solucionei parte do mistério, corrigi parte do passado, mas ainda assim não estou completamente satisfeito. Queria ter conversado, rido um pouco, quem sabe, queria que não parassem num texto, mas que apostassem que isso é como uma prova de interpretação, a resposta está aqui, talvez em outro enunciado.
"Acho que tudo ficou claro, não é mesmo? "
Embora boa parte das coisas estivessem ali, dispostas sobre a mesa, muito ainda faltava pra ser dito e admitido, ah..vamos deixar de tornar tudo tão difícil de entender. Eu tinha bolado um monólogo cheio de suaves insinuações, mas isso não era nada comparado ao que eu pretendia ouvir. Como já tinha dito uma vez, maldita expectativa. A gente espera que nos digam o quanto foram bobinhas, mas queremos ouvir que nada foi mesmo sem querer. Gente que faz acontecer, que quer fazer acontecer, que não premedita, que realiza no impulso, isso sim é gente. O impulso é perdoável, enquanto o que pesamos pra realizar e pensamos por muito tempo, leva a dura cara de meta, responsabilidade, isso demora, é difícil, é dolorido, apaga a mágica. Quando se fala em sentimento, o melhor mesmo é sentir, porque se deixarmos amadurecer vira uma droga nefasta, uma vício no 'se', um drama maior do que um beijo roubado, seguido de um pedido de desculpas, uma noite juntos, com um dia seguinte decido a não mais repetir um erro, que foi totalmente gostoso. Sabe o que eu noto, nesses anos escrevendo? A gente odeia amar. É verdade, temos medo de gastar essência com outra pessoa que pode não nos corresponder. Nos sentimos confusos e culpados por termos namorados e namoradas, mas se apaixonar por outra pessoa. Deixamos de dizer o quanto sentimos falta de um amigo, pela defesa da amizade cair numa espécie de momento 'estamos confundindo as coisas'. Sentimento não se confunde, razão sim. As vezes, quando sento aqui pra digitar as minhas ficções, tenho medo de que algumas pessoas se identifiquem, porém gostaria que outra sim. É meio óbvio que tudo isso é carregado de cuidado, mas também de refinadas verdades, na cara.
Solucionei parte do mistério, corrigi parte do passado, mas ainda assim não estou completamente satisfeito. Queria ter conversado, rido um pouco, quem sabe, queria que não parassem num texto, mas que apostassem que isso é como uma prova de interpretação, a resposta está aqui, talvez em outro enunciado.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Misread
Kings of Convenience - Misread
"A música, aí acima, sempre complementa o que tem aqui embaixo.."
Pensava muito em como me explicar, mesmo que o tempo já tivesse sanado certas raivas e mágoas. O mais fácil era deixar rolar essa nova situação e a gente fingir que nada tinha acontecido, mas a teimosia e uma falta de autoconfiança - que eu queria superar - me fizeram vir até aqui pra esclarecer algumas coisas e pedir desculpas por outras.
Desde o reveillon de 2011, que entre colegas, você me desejou um feliz ano novo, meio bêbada, com uma vodka pela metade na mão, fiquei menos pesado com o passado escroto entre a gente. Eu meio que já sabia que você era bem falsa comigo, mas não me importava, eu também sempre fui muito falso com as pessoas, embora quisesse viver a catarse de ser sempre totalmente sincero, uma falsidade sempre escapa. Naquele dia, fui pra casa pensando em tudo, inclusive na minha ex, que em menos de 1 mês do término, já se deitava na areia aos beijos com outro menos bonito, menos arrogante e muito mais legal que eu, ou ela era só uma vadia mesmo. Pensava em como e quando eu teria a oportunidade de pedir desculpas, que nunca chegou. Comecei a escrever aqui pra desabafar e muita coisa saiu, coisas random, coisas inteligentes, saudades, ficções, possibilidades. Nunca tinha pensando que poderia usar isso pra declarar certas vontades reais, pensei mesmo em criar histórias, por pra fora tanta coisa que eu pensei em fazer. Então, uso esse meio pra explicar que no passado, tive um crush, achei você bacana, eu meio que gostei de um jeito estranho, sem jeito e feio. Mas sinto muito por ter sido infantil e ter pensado tanta bobagem. Não sei como eu seria hoje, se durante esses anos, essa não tivesse sido uma das coisas que causaram maiores arrependimentos. Acho que precisei viver aquilo e sentir aquilo. Gostei de ter recebido um feliz ano novo, e de certa forma, aquilo valeu pra mim como uma nova chance, uma nova oportunidade. A gente nunca foi amigo, talvez você me ache tudo que eu não sou, um covarde, um bobo, um chato, mas eu já quis ser seu amigo, em um ponto daquilo tudo, mesmo parecendo ser o cara mais implicante do mundo. Sinto muito por ter causado chateação, eu acho que isso nem foi uma coisa assim tão grande que valha lembrar, mas eu sou meio assim, levo bastante tempo pra me perdoar, por que no final eu sempre preciso saber que a pessoa me desculpou de verdade. Ainda hoje, sinto uma certa repulsa sua, ao falar comigo, por conta disso.Acho que sempre estão me julgando quando te dirijo a palavra, mando uma mensagem ou chamo pra vir visitar, queria não sentir mais isso. Me incomoda, me deixa pra baixo, pensar que você continua pensando certas coisas que eu sei que você pensava, antes, de mim, que você me detesta, mas me atura pelas circunstâncias. Queria poder fazer algo pra que isso não fosse mais assim, só que não sei como. As pessoas dizem um monte de coisas sobre você, mas eu não acho nada disso, acho você bacana aos seus modos, mente um pouco aqui e ali, mas quem não faz disso um pouco certas horas.
Então, sinto muito, por tudo, pelas coisas recentes e por essa tentativa meio sem jeito e exposta de tentar corrigir algumas coisas. Pensei em falar isso no dia que você me deu uma carona pro treino, mas fiquei tão sem jeito, com medo, que deixei passar. Talvez tivesse sido melhor, ou completamente pior.
"A música, aí acima, sempre complementa o que tem aqui embaixo.."
Pensava muito em como me explicar, mesmo que o tempo já tivesse sanado certas raivas e mágoas. O mais fácil era deixar rolar essa nova situação e a gente fingir que nada tinha acontecido, mas a teimosia e uma falta de autoconfiança - que eu queria superar - me fizeram vir até aqui pra esclarecer algumas coisas e pedir desculpas por outras.
Desde o reveillon de 2011, que entre colegas, você me desejou um feliz ano novo, meio bêbada, com uma vodka pela metade na mão, fiquei menos pesado com o passado escroto entre a gente. Eu meio que já sabia que você era bem falsa comigo, mas não me importava, eu também sempre fui muito falso com as pessoas, embora quisesse viver a catarse de ser sempre totalmente sincero, uma falsidade sempre escapa. Naquele dia, fui pra casa pensando em tudo, inclusive na minha ex, que em menos de 1 mês do término, já se deitava na areia aos beijos com outro menos bonito, menos arrogante e muito mais legal que eu, ou ela era só uma vadia mesmo. Pensava em como e quando eu teria a oportunidade de pedir desculpas, que nunca chegou. Comecei a escrever aqui pra desabafar e muita coisa saiu, coisas random, coisas inteligentes, saudades, ficções, possibilidades. Nunca tinha pensando que poderia usar isso pra declarar certas vontades reais, pensei mesmo em criar histórias, por pra fora tanta coisa que eu pensei em fazer. Então, uso esse meio pra explicar que no passado, tive um crush, achei você bacana, eu meio que gostei de um jeito estranho, sem jeito e feio. Mas sinto muito por ter sido infantil e ter pensado tanta bobagem. Não sei como eu seria hoje, se durante esses anos, essa não tivesse sido uma das coisas que causaram maiores arrependimentos. Acho que precisei viver aquilo e sentir aquilo. Gostei de ter recebido um feliz ano novo, e de certa forma, aquilo valeu pra mim como uma nova chance, uma nova oportunidade. A gente nunca foi amigo, talvez você me ache tudo que eu não sou, um covarde, um bobo, um chato, mas eu já quis ser seu amigo, em um ponto daquilo tudo, mesmo parecendo ser o cara mais implicante do mundo. Sinto muito por ter causado chateação, eu acho que isso nem foi uma coisa assim tão grande que valha lembrar, mas eu sou meio assim, levo bastante tempo pra me perdoar, por que no final eu sempre preciso saber que a pessoa me desculpou de verdade. Ainda hoje, sinto uma certa repulsa sua, ao falar comigo, por conta disso.Acho que sempre estão me julgando quando te dirijo a palavra, mando uma mensagem ou chamo pra vir visitar, queria não sentir mais isso. Me incomoda, me deixa pra baixo, pensar que você continua pensando certas coisas que eu sei que você pensava, antes, de mim, que você me detesta, mas me atura pelas circunstâncias. Queria poder fazer algo pra que isso não fosse mais assim, só que não sei como. As pessoas dizem um monte de coisas sobre você, mas eu não acho nada disso, acho você bacana aos seus modos, mente um pouco aqui e ali, mas quem não faz disso um pouco certas horas.
Então, sinto muito, por tudo, pelas coisas recentes e por essa tentativa meio sem jeito e exposta de tentar corrigir algumas coisas. Pensei em falar isso no dia que você me deu uma carona pro treino, mas fiquei tão sem jeito, com medo, que deixei passar. Talvez tivesse sido melhor, ou completamente pior.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Não quer sair, não quer passar
"fico pensando em como me desculpar, mas existe uma trava nos dedos, na voz, existe algo entre eu e você que não me deixa te falar tanta coisa..."
Primeiramente quero confessar uma coisa, semana passada passei dois dias sem lavar os cabelos, e segundamente, gostaria de dizer, entre outra coisas que vou deixar para depois, que tenho um trauma enorme com meus erros. É, eles me perseguem e te perseguem, de um jeito que nesse vaivém, a gente entala a amizade, sendo forçados a conviver apenas. Um porre, um tremendo porre! Eu quero pedir desculpas e imagino que você queria ouvi-las, mas há um moleque envergonhado com tudo que falou, com tudo que pensou, com toda insistência, que não consegue assumir sua culpa. Esse somos nós. Será que dá pra me chamar pro canto e me forçar? Será que rola da gente tirar um dia, sem ninguém saber, e sair pra conversar sobre isso, voltando ao normal, deixando a gente se gostar denovo, dá?
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Relato
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