"das inúmeras vezes que perguntei sobre a gente, daquelas em que só puxei assunto, das que eu tive que ouvir sobre os males da carne, dos males da minha forma de não ser tão sociável, das milhares de vezes que repetiu pra mim o quanto quer deixar as coisas claras, dos meus acessos de confusão, dos seus também, dos seus também."
Estava fora do set, fora de linha, fora por uns meses, talvez anos, estava fora de moda, do ar. Andava pedindo conselhos, conversando sobre a gente, e o pior encontrava o passado todo de uma vez só quando ouvia o seu nome por aí em outro rosto. Esse clichê de sonhar contigo não acontecia comigo, o que era um saco, por que eu precisava desses clichês pra dar um tom questionável à essa situação e sair dela. Três relógios e nenhum deles me dizia em que hora íamos dar certo. Tinha que acreditar em alguma dessas inverdades, nessas que nos dizem quando não tem mais jeito e escolhi acreditar na máxima "se for pra ser será...". Que belo babaca tinha me tornado! Quantos idiotas devem ter pensado nisso na hora de cuidar das suas vidas e por isso passam, como experiência perfeita de superação, um inútil "se for pra ser será...". Se for pra ser que seja agora, do jeito que está, de como sempre foi e não do jeito que será, de qualquer jeito, meio que encantado pelo sufocante destino que nos fizeram acreditar. Não existe destino quando se fala de gostar, de cuidar. Observe com cuidado, conheça alguém, se envolva e vai perceber que o destino não te preparou pra esse alguém, foram vocês que, mutuamente, em algum momento individual, escolheram se aproximar. Seja pela beleza, pelos interesses em comum, pelo jeito que ela encaixou os cabelos atrás da orelha, pelo tamanho do prato no rodízio, até pelo estilo cafona, mas extremamente igual à todos os outros metidos do lado, essa pessoa te interessou em um ponto específico, igual a mim e você.
Não precisa dizer nada, só escuta o que vou dizer e depois eu desapareço. Só ouve...
Te conheci por acaso e essa é a única coisa que me deixa confortável em relação a tudo, por que não fui eu quem errou nisso também. Te conheci, foi devagar ficando legal, e o seu jeito tímido me deixou confuso, por que não era isso que eu via quando a gente se olhava. Fiz umas bobagens românticas pra chamar tua atenção e acabou dando certo. Até que ouvi sem querer você dizendo o quanto eu era legal, simpático e que gostava de mim de um jeito diferente. Nessa hora eu já não tinha mais reação...Como todo meio tem muitos problemas, o nosso não podia ser diferente e o amadurecimento fez a gente rever, em pouco tempo, se aquilo era realmente certo, se aquela ansiedade, necessidade, proximidade, afinidade era normal e sadia. Não era e por muito tempo, depois de tudo, continuava não sendo...(pera um pouco...eu acho que você ligou errado, amigo, aqui não tem ninguém com esse nome).
sábado, 16 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
do Amanhã
Kings of Convenience - Misread
"Trocar o certo pelo duvidoso, por que que graça teria um momento se não fossem alguns vinte ou mais segundos de desprendimento e insegurança. Não te fiz voltar atrás, não te deixei com mais ou menos medo. Só fiz o que faço de melhor, lembrei o que era água pra essa sua idéia recorrente do antigo e perfeito amor, fazendo desabrochar, e então você voltou pra mim."
"Trocar o certo pelo duvidoso, por que que graça teria um momento se não fossem alguns vinte ou mais segundos de desprendimento e insegurança. Não te fiz voltar atrás, não te deixei com mais ou menos medo. Só fiz o que faço de melhor, lembrei o que era água pra essa sua idéia recorrente do antigo e perfeito amor, fazendo desabrochar, e então você voltou pra mim."
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